08/07/2017 às 05h59min - Atualizada em 08/07/2017 às 05h59min

Mais policiais são presos por corrupção no estado

Mandados de busca, apreensão e prisão foram cumpridos ontem em Uberlândia, BH e Contagem

DA REDAÇÃO

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Uberlândia deflagrou ontem a operação Xeque-Mate, que investiga os crimes de corrupção passiva, ativa e falsidade ideológica praticados por policiais civis lotados no Departamento de Operações Especiais (Doesp), além do pagamento de mais de R$ 250 mil em propinas aos agentes.

A ação faz parte da operação Serendipe, iniciada em junho do ano passado para apurar desvios de conduta por parte de policiais civis no estado. Quatro investigadores foram presos em Belo Horizonte. 

Nesta fase, foram denunciados oito policiais civis, um delegado de polícia e quatro investigadores, os quais, à época dos fatos investigados, ocorridos em agosto de 2015, faziam parte dos quadros do Deoesp, especificamente da Delegacia de Repressão aos Roubos de Cargas. 

Além deles, foram denunciados um investigador que à época encontrava-se afastado de suas funções e dois investigadores lotados na cidade de Uberlândia. Foram ainda denunciadas quatro pessoas envolvidas com roubo e receptação de cargas.

Ainda na manhã desta sexta, a Corregedoria de Polícia Civil cumpriu, nas cidades de Belo Horizonte e Contagem, cinco mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão, todos contra policiais civis.

Dois mandados de prisão, expedidos em face de autores de roubos e receptações, não foram cumpridos, pois os alvos não foram localizados.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Polícia Civil disse que “a operação relativa aos policiais civis foi realizada pelo órgão corregedor da instituição, em conjunto com o Ministério Público, e todas as medidas administrativas e legais estão sendo tomadas”, afirma a nota.

 

SERENDIPE

A operação Serendipe, cuja última fase foi realizada ontem, já resultou na prisão preventiva de 18 policiais civis - nove lotados em Uberlândia; cinco, em Uberaba, e quatro, em Belo Horizonte,além de diversas denúncias encaminhadas à Justiça.

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