06/07/2017 às 05h31min - Atualizada em 06/07/2017 às 05h31min

PIB de Minas Gerais fica estável no primeiro trimestre de 2017

Economia apresentou variação positiva em todos os setores em relação a período imediatamente anterior

DA REDAÇÃO
Expansão da safra do milho foi uma das responsáveis pelo crescimento do setor agropecuário / Foto: Jonas Oliveira/AnPR

 

O resultado do PIB de Minas Gerais no primeiro trimestre de 2017 indica que a atividade econômica se estabilizou, em termos reais, em relação ao trimestre anterior.  Alguns setores apontam reversão do ciclo recente de retração do nível de atividade produtiva. Os dados são parte do estudo Indicadores CEI - PIB Trimestral de Minas Gerais, publicado ontem pela Fundação João Pinheiro (FJP).

Os três setores econômicos (serviços, agropecuária e indústria) apresentaram variação positiva do PIB no estado, em relação ao quarto trimestre de 2016, com destaque para o setor agropecuário, que continua registrando desempenho bem mais expressivo do que os setores industrial e de serviços. 

O crescimento de 10,5% do volume de valor adicionado agropecuário estadual pode ser creditado, basicamente, à expansão da safra de grãos (soja e primeira safra do milho e do feijão), da batata-inglesa (primeira safra) e da banana.

No caso do setor industrial, cujo valor adicionado cresceu 0,4%, chama atenção a recuperação da indústria extrativa mineral, que cresceu 3,3%, e da indústria de transformação, com crescimento de 2,7%. 

“Dentro da indústria de transformação podemos destacar o crescimento de algumas atividades como a fabricação de celulose, papel, máquinas e equipamentos e a fabricação de produtos têxteis”, aponta o pesquisador da Fundação João Pinheiro Glauber Silveira.

No entanto, houve retração no desempenho dos subsetores de construção civil (2,7%) e de energia e saneamento (2,0%). A construção civil ainda sofre com a queda da demanda, particularmente do setor residencial, responsável pelo elevado estoque de unidades prontas e em acabamento. Já o desempenho do subsetor de energia e saneamento foi prejudicado pela dificuldade de normalização do nível dos reservatórios para a geração hidroelétrica e, concomitantemente, pela queda no consumo energético.

 

SERVIÇOS

No setor serviços, que no cômputo global registrou elevação de 0,8% no valor adicionado no primeiro trimestre de 2017, destaca-se a performance do subsetor transportes, com crescimento de 3,1%. Houve ainda variação positiva nos subsetores de comércio (0,8%) e no agrupamento de outros serviços (0,7%).

“Estamos há vários trimestres enfrentando uma situação de dificuldades e agora existe uma estabilização em relação aos números. No caso de Minas Gerais, o setor econômico tradicional sofreu muito o impacto do desastre ocorrido em Mariana e tudo isso afetou muito a economia mineira”, avalia o secretário-adjunto de Planejamento e Gestão, César Lima. 

Sobre as perspectivas para o ano de 2017, o pesquisador Glauber Silveira observa que um estudo do FMI calcula um crescimento da economia brasileira de 1% e que a Fiemg e outros órgãos calculam que esse resultado para Minas seja em torno de 0,5%. 

“Alguns outros números, como os dados do mercado de trabalho, que já apontam para um saldo positivo entre admitidos e desligados, também sustentam a hipótese de um ligeiro crescimento da economia mineira em 2017”, avalia.


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