16/06/2017 às 05h22min - Atualizada em 16/06/2017 às 05h22min

Feira de produtos orgânicos acontece aos sábados na UFU

Ferinha Solidária é uma parceria entre a universidade e agricultores

LETÍCIA PETRUCCELLI | APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
Alimentos são vendidos diretamente pelos produtores locais / Foto: Reprodução

 

Todos os sábados, das 8h30 às 12h, acontece no centro de convivência do Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia a Feirinha Solidária da UFU, com produtos totalmente orgânicos. A feira é promovida pelo Centro de Incubação de Empreendimentos Populares e Solidários (Cieps) com o Núcleo de Estudo e Agroecologia (NEA) da instituição. No evento são comercializados legumes, verduras, frutas, ervas, doces, geleias, bolos, pães, produtos em conserva, cremes e sabonetes naturais produzidos pelo principio da agroecologia.

De acordo com a coordenadora do projeto, a professora Cristiane Betanho, a iniciativa existe há quase dois anos e é composta por 20 famílias de agricultores de assentamentos de Uberlândia. Quando a feirinha começou, os agricultores fizeram cursos preparatórios, pelo NEA, sobre como produzir produtos totalmente orgânicos. “Nós temos dentro do NEA a responsabilidade de projetos populares. Já tínhamos alguns agricultores vinculados e oferecemos essa oportunidade a eles e a outros produtores familiares”, conta.

A valorização deste trabalho com a agricultura familiar é uma proposta alternativa às indústrias de agronegócio e agrotóxicos. Ainda segundo a coordenadora do projeto, os produtores formados em economia solidária reveem o conceito de lucro e olham com cuidado para quem se alimenta de seus produtos.

Os próprios agricultores vendem os produtos para o consumidor durante a feira e toda a renda obtida é deles. A UFU apenas concede o espaço. Cristiane Betanho considera que o espaço se torna um local de relacionamento, onde é possível encontrar alimentos com preços mais baixos do que em sacolões. “O consumidor sabe exatamente de onde vem o alimento, pois ele interage com o agricultor. Nesta feira não tem o aumento do preço que teria se o produtor revendesse para um supermercado”, diz a coordenadora da feira.

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