09/06/2017 às 05h36min - Atualizada em 09/06/2017 às 05h36min

Justiça bloqueia bens de promotor

Ao todo foram bloqueados R$ 5,6 milhões; Fábio Guedes responde pelo crime de improbidade administrativa

VINÍCIUS ROMARIO | REPÓRTER

Uma liminar judicial determinou o bloqueio de valores no montante de R$ 5,6 milhões, além da indisponibilidade de imóveis e veículos nos nomes do promotor Fábio Guedes e da advogada Vera Lúcia Serralha Mendes. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), o promotor e a advogada, denunciados pelo crime de improbidade administrativa, são suspeitos de participar de um suposto esquema de corrupção envolvendo ações que tramitavam na promotoria de Meio Ambiente na qual Fábio Guedes atuava.

Segundo a Corregedoria-Geral do Ministério Público de Minas Gerais, o promotor, em parceria com a advogada, teria subtraído ilicitamente R$ 2,8 milhões, entre 2010 e 2015, em 12 negociações de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs). Consta na liminar que “Fábio Guedes ajuíza ações civis públicas contra empresários da cidade e, posteriormente, indicava a advogada como sendo a única profissional capaz de solucionar os casos”.

O MPE afirma que os empresários acabavam contratando os serviços da advogada, que conseguia êxito, conseguindo que os seus contratantes assinassem Termos de Ajustamento de Conduta (TACs). Pelos trabalhos prestados, a advogada cobrava altos honorários, que, também de acordo com o MPE, eram divididos entre ela e o promotor.

A liminar também reafirma o afastamento de Fábio Guedes do cargo de promotor, condição em que se encontra desde dezembro de 2015, quando tiveram início as investigações. O MPE pediu também que a advogada não pudesse mais exercer o cargo, mas essa questão foi indeferida pela Justiça.

Pelos mesmos motivos, em agosto do ano passado, Fábio Guedes também foi demitido do cargo de professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

 

DETIDO

Em dezembro de 2015, Fábio Guedes foi detido no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), tentando embarcar para a Europa. Segundo informações da Polícia Federal (PF), ele levava consigo 30 mil euros (cerca de R$ 126.405, na cotação da época) não declarados e foi pego em uma ação da Receita Federal. 

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