11/04/2017 às 08h23min - Atualizada em 11/04/2017 às 08h23min

Rede estadual começa a retomar aulas

Quatro das 43 escolas estaduais receberam alunos na segunda-feira (10)

VINÍCIUS ROMARIO | REPÓRTER
Da Redação
André Luiz pai de um aluno da E.E Segismundo Pereira e critica greve dos professores

Após 25 dias de greve, pelos menos quatro das 43 escolas estaduais que estavam sem aulas retornaram as atividades ontem, em Uberlândia. São elas as escolas estaduais Lourdes de Carvalho, Segismundo Pereira, Jardim das Palmeiras e Professora Juvenília Ferreira dos Santos. As demais unidades devem voltar às aulas no dia 17 deste mês.

 

A paralisação teve início no dia 15 de março e, após assembleia realizada em Belo Horizonte na última quinta-feira (6), a categoria decidiu pela suspensão da greve e retorno às aulas. A classe protesta contra a reforma da Previdência, pede reajuste salarial de 7,6% e o credenciamento de alguma unidade hospitalar pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), sem cobertura na cidade há mais de um ano.

 

O diretor da Escola Estadual Segismundo Pereira, Cleverson Alves Silva, disse que os professores na unidade decidiram retornar aos trabalhos nessa segunda-feira pensando nos alunos. “Já teremos recesso na quinta e sexta-feira e, geralmente, quando há greve, os alunos levam uma semana para pegar novamente o ritmo das aulas. Então decidimos acelerar para que os alunos estejam mais preparados para os testes finais do bimestre”, disse.

 

Sobre a reposição de aulas, Cleverson afirmou que ainda espera um posicionamento do Estado e do Sind-UTE.

 

De acordo com o superintendente regional de ensino Jakes Paulo Félix dos Santos, as informações sobre a reposição das aulas devem ser repassadas pelo Estado a partir da próxima segunda-feira (17), quando o restante das escolas retornam às atividades.

 

Município

 

Ontem, cerca de 25 dos 96 profissionais da Escola Municipal de Educação Infantil do bairro Martins paralisaram as atividades. De acordo com informações da direção da escola, quase 200 crianças de 0 a 3 anos deixaram de ser atendidas na unidade. A reivindicação dos servidores é o pagamento do salário de dezembro de 2016. Nesta terça-feira, o funcionamento da escola deve ser normal.

Segundo a Prefeitura de Uberlândia, das 121 escolas municipais de Uberlândia, a Emei do Martins foi a única a paralisar nesta segunda-feira.

 

 

OPINIÃO

 

Pais e alunos reclamam da falta de aula

 

André Luiz Santos é pai de um aluno do 6º ano da Escola Estadual Segismundo Pereira e, de acordo com ele, essas paralisações são politicas e atrapalham os estudantes. “Os professores não podem envolver questões políticas com a educação dos nossos filhos. Eles paralisam, nada muda e os alunos são prejudicados”, afirmou.

 

Já José Altair de Oliveira, pai de uma aluna do 6º ano, diz que entende as reivindicações dos professores, mas também afirma que isso traz prejuízos à educação das crianças. “Eles ficam em greve e quando vem a reposição não é feito direito, além de atrapalhar a sequência de ensino”, ressaltou.

 

O aluno do 9º ano Lucas Monteiro disse ser contra as greves. “A gente vem em um ritmo e aí paralisam as aulas”, afirmou.

 

Henrique Fernandes de Melo é aluno do 8º ano e comemorou a volta às aulas. “Já começamos o ano letivo com essa greve e, na hora da reposição, vira bagunça, é corrido e a gente acaba perdendo com isso”, finalizou.

 


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