08/03/2017 às 08h36min - Atualizada em 08/03/2017 às 08h36min

TRANSPORTE PÚBLICO Trabalhadores devem entrar em greve

Categoria pede reajuste salarial e a não extinção do cargo de cobrador

VINÍCIUS ROMARIO – REPÓRTER
Empresas devem ser notificadas sobre a paralisação a partir de hoje

O Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Uberlândia (Sinttrurb) aprovou ontem, em assembleia, greve por tempo indeterminado. A decisão começa a valer 72 horas depois de as empresas terem sido notificadas sobre a decisão. A classe pede reajuste salarial de 15% e que o cargo de cobrador não seja extinto.

Segundo o presidente do Sinttrurb, Márcio Dúlio de Oliveira, a intenção é que as três empresas de transporte coletivo da cidade sejam notificadas sobre essa decisão até hoje. “Não podemos ter certeza do dia que a greve irá começar. A paralisação só é legal 72 horas após as três empresas serem notificadas e ainda não sei quanto tempo isso irá levar”, ressaltou.

Ainda de acordo com ele, atualmente, são cerca de 950 cobradores, e, que, algumas linhas já teriam começado a funcionar sem a presença desse profissional.  

“Fizemos uma denúncia ao Ministério Público Estadual (MPE) questionando sobre esse caso. O MPE fez essa indagação à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran), que respondeu dizendo que a falta do cobrador não prejudicaria o sistema”, afirmou Oliveira. Ele ressalta ainda que o documento apresentado pela Settran afirmava que, com a saída dos cobradores a tarifa do transporte público poderia ser diminuída.

A reportagem entrou em contato com a secretaria de Comunicação Municipal que até o fechamento dessa edição não havia retornado com uma resposta sobre essas questões.

 

CÂMARA

Vereadores discutem sobre lei de 2012 que não foi sancionada

A extinção do cargo de cobrador também foi discutida durante a primeira sessão da Câmara do mês de março, realizada ontem.

O vereador Silésio Miranda (PT) se posicionou a favor da causa da classe. “A tarifa já prevê parte para os salários dos cobradores, e, hoje, além de cobradores, eles auxiliam no embarque e desembarque de passageiros. As empresas querem cada vez mais lucro, mas vamos lutar para que eles sejam mantidos em seus trabalhos”, disse.

Líder do governo no Legislativo, o vereador Antônio Carrijo (PSDB) afirmou que o debate começou após tentarem revisar uma Lei proposta em 2012, pelo então vereador Célio Moreira. A lei que propunha a obrigatoriedade de ter cobradores em todas as linhas, chegou a ser aprovada, mas, após ser declarada inconstitucional pela Justiça, não foi sancionada. “Existe esse movimento politico para que essa lei entre em vigor. Mas temos que ponderar que realmente existem linhas em que não há a necessidade de cobradores. Fazendo isso, a tarifa poderia aumentar”, afirmou Carrijo.

 


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