21/02/2017 às 09h27min - Atualizada em 21/02/2017 às 09h27min

Mônica Debs fala sobre o Municipal

SECRETÁRIA DE CULTURA DE UBERLÂNDIA VOLTA AO POSTO E NESTE INÍCIO DE GESTÃO PRIORIZA A “LIMPEZA DA CASA”

ADREANA OLIVEIRA | REPÓRTER
Da Redação

Mônica Debs quer chamar a classe artistica para trabalhar mais junto com a secretaria

 

Mônica Debs está de volta à Secretaria Municipal de Cultura (SMC) em Uberlândia, pasta pela qual foi responsável de 2005 a 2012. Em entrevista exclusiva ao jornal Diário do Comércio, a Secretária começou seu novo mandato literalmente, “limpando a casa”. Ela mostrou à reportagem uma série de imagens feitas antes e depois desta ação em espaços administrados pela SMC como Casa da Cultura, Oficina Cultural – de onde foram tirados dezenas de quilos de lixo - e Teatro Municipal de Uberlândia.

“O que fizemos até hoje foi a recuperação, limpeza e reorganização de todos os espaços pertencentes à SMC. Providenciamos ainda o conserto do Ônibus Biblioteca para ir para a rua atender a comunidade. Este tem sido o nosso trabalho. Não tem sido fácil e nem simples”, comenta a secretária.

O Teatro Municipal de Uberlândia está com edital aberto para ocupação entre maio e agosto deste ano e segundo Mônica Debs, as pessoas podem esperar uma equipe com servidores motivados, espaço limpo e organizado. “O teatro já conta com nova sinalização e uma reorganização das poltronas, além da limpeza do carpete vermelho que eu pessoalmente conferi”, afirma a secretária.

O espaço tem duas pessoas responsáveis para o seu bom funcionamento: um homem que cuidará somente da parte técnica – som e luz – e uma mulher que vai cuidar da parte administrativa. “Conseguimos remanejar alguns servidores para fazerem a manutenção e a limpeza diária do teatro”, disse Mônica Debs.

Segundo ela, os artistas encontrarão todos os equipamentos funcionando. “Tudo aquilo que a água e o sabão e a responsabilidade e a ética podiam fazer foram feitos”, afirmou a secretária. A reportagem visitou o teatro na manhã de ontem e constatou as melhorias principalmente na parte interna no que se refere ao tapete e às poltronas. Porém, alguns consertos necessitam de licitação para serem feitos, como a manutenção de elevadores, ar-condicionado, pintura, encanamento e afins. Por exemplo, um dos banheiros femininos continua interditado desde meados do ano passado. “O que necessita de licitação estamos correndo atrás e esperamos realizar o mais breve possível”, afirma a secretária.

Mônica Debs programa também uma novidade para a área próxima ao foyer. “Vamos colocar em exposição algumas peças da Reserva Técnica do Museu”, conta. Sobre a área externa, como o estacionamento – local onde já ocorreram vários furtos em veículos, - a secretária afirma que no momento não vislumbra uma parceria com a iniciativa privada, mas há possibilidade que essa parceria seja feita no futuro.  “Solicitei ao 17º Batalhão que fizesse uma vigilância mais atenta e mais pontual naquele espaço”, disse a secretária. Para ela, o pátio do Teatro Municipal é uma atração à parte. “Virou uma área de lazer. Ali as pessoas vão em busca de atividades esportivas com os seus familiares, e a gente quer que aquilo seja frequentado e muito bem frequentado por essas pessoas que buscam qualidade de vida. Quanto mais elas frequentarem o espaço do teatro, o pátio, melhor ele será aproveitado. As mazelas vão chegando um pouco para lá”, comenta.

OCUPAÇÃO

 Há melhorias que ainda dependem de licitação

Laís Guerra/ LG Fotografias/ Divulgação

Abbiati abriu a temporada 2017 do Municipal com " Da Solo"

 

A inauguração do Teatro Municipal de Uberlândia foi em dezembro de 2012, final da gestão de Mônica Debs na SMC. Segundo reportagens da época, ele não estava 100% pronto. “Sofri com o projeto. Foram 12 anos de obra parada, muita demanda, pouca verba e questões administrativas mal resolvidas. Hoje vemos o quanto a cidade ganhou com a construção”, diz Mônica.

A programação deste ano no Municipal começou no sábado (18) com o espetáculo de dança “Da Solo”, de Linconl Abbiati, com o bailarino e convidados. Abbiati diz que a SMC o atendeu prontamente com a data que precisou. “Aceitei com entusiasmo. O espaço me atende pelo valor que pago por aluguel? Não. Havia questões de manutenção com falha, como ar-condicionado e o fosso do palco que tem uma borracha que não sobe e nem desce. Não fui informado disso”, diz Abbiati que ressalta sobre os tributos municipais pagos pela sociedade. Ele sente falta de um diálogo entre funcionários públicos que saibam atender os artistas e políticas públicas que os favoreça. Mônica Debs diz que trazer a classe artística para mais perto da SMC é uma de suas prioridades e que ela pode contar com funcionários comprometidos. Sobre o ar-condicionado, segundo a SMC, não teve a manutenção necessária no ano passado, já apresentava problemas e estragou um dia antes do espetáculo. Uma empresa também  é aguardada para a manutenção no fosso, porém, esses são consertos que dependem de licitação para serem executados e a secretaria trabalha para saná-los o quanto antes.

As companhias e artistas que quiserem ocupar o espaço interno ou externo do teatro entre maio e agosto de 2017 têm até o dia 3 de março para apresentarem o pedido junto com a documentação necessária segundo edital publicado no dia 13 deste mês no Diário Oficial do Município. “A procura aumenta a cada edital, fica mais difícil até o processo de seleção”, afirma a secretária de Cultura, Mônica Debs.

Os selecionados terão os nomes divulgados até 17 de março e a assinatura dos contratos será feita entre 22 e 31 de março. Podem participar da seleção grupos, empresas, pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural e de todo o Brasil. O auditório comporta 750 pessoas sentadas. A área externa comporta até 20 mil pessoas.

 

SERVIÇO

Para se inscrever para ocupação dos espaços cênicos internos e externos do Teatro Municipal de Uberlândia entre os meses de maio e agosto deste ano, os interessados devem comparecer à Secretaria Municipal de Cultura (Av. Anselmo Alves dos Santos, 600, Santa Mônica), até o dia 3 de março, de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, munidos do requerimento de inscrição, conforme anexo II do edital, documentos pessoais, material descritivo do espetáculo e projeto detalhado de ocupação.

 

O bailarino fecha um ciclo na cidade de Uberlândia. Afirma que a SMC prontamente conseguiu uma data quando precisou. “Aceitei com entusiasmo. O espaço pode me atender pelo valor que eu pago por aluguel? Não. Havia várias questões de manutenção em falha, como ar condicionado e o fosso do palco. Além disso, pagamos várias taxas na Prefeitura, fora a nossa contribuição no IPTU e outros tributos”, afirma ele. O artista também diz sentir falta de um diálogo entre funcionários públicos que saibam atender os artistas e políticas públicas que os favoreça. “Também sinto falta de artistas que vejam uns aos outros como classe no mesmo barco”, comenta.

 

 

 


Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »