14/02/2017 às 08h43min - Atualizada em 14/02/2017 às 08h43min

PARALISAÇÃO Servidores ocupam Plenário da Câmara

MANIFESTANTES DIZEM QUE VÃO PERMANECER NO LEGISLATIVO ATÉ TEREM UMA RESPOSTA DA PREFEITURA

Vinícius Romario - repórter
DA REDAÇÃO

Após mais de uma semana de paralisação dos trabalhos, cerca de 40 servidores municipais ocuparam o Plenário da Câmara Municipal de Uberlândia no fim da manhã de ontem. Eles manifestam contra o atraso dos salários referente ao mês de dezembro de 2016. Segundo o movimento, a desocupação só será feita após uma proposta oficial da administração municipal. Participam do movimento servidores da educação, saúde, trânsito e transportes e agentes patrimoniais. Em nova assembleia geral, os manifestantes votaram pela permanência do movimento.

Um dos porta-vozes da ocupação, o professor Ronaldo Amélio Ferreira disse que o assunto já foi debatido com a Prefeitura por três vezes, mas que nenhuma proposta concreta foi apresentada. “Resolvemos ocupar a Câmara porque é onde o prefeito aprova seus projetos. Com o Plenário ocupado, a Prefeitura também para”, afirmou Ferreira.

A maioria dos servidores que paralisaram as atividades é da Educação. Segundo dados do movimento, 54 escolas municipais foram afetadas parcialmente pela adesão de servidores.

Marcos Henrique Silva dos Santos é servidor da área da saúde e também apoia o movimento. Segundo ele, a manifestação é legitima e buscar garantir o direito de receber o salário em dia. “A gente tem responsabilidades, contas para pagar. Com esses atrasos somos cobrados, passamos vergonha e nos sentimos desvalorizados”, disse Santos.

“Na semana passada, a secretária de Administração falou que pagaria o salário de dezembro entre três e oito parcelas, mas não nos deu datas”, disse a professora Rosângela Barbosa.

Por meio de nota, A Secretaria de comunicação da Prefeitura informou que “a administração municipal continua trabalhando intensamente para verificar as alternativas possíveis e legais para pagar as dívidas salariais de dezembro de 2016, sem prejudicar a população com os serviços públicos essenciais, como saúde, educação e as áreas sociais. Além dos cálculos para tentar equacionar os débitos, a administração tem mantido constante diálogo com o funcionalismo para demonstrar a situação financeira caótica deixada pela gestão anterior e reforçar a preocupação e as ações feitas para retomar a normalidade no fluxo de pagamentos dos servidores”.

A nota ainda afirma que “nesse sentido, em reunião, na última sexta-feira (10), com representantes de diversas categorias de servidores municipais e vereadores, a secretária de Administração, Marly Melazo, reiterou o compromisso de buscar uma resolução em breve para o problema dos salários, mas também alertou para o quadro atual da falta de recursos no caixa do Município”.

 

POSICIONAMENTO CÂMARA

 

Sem uma proposta oficial por parte da Prefeitura, a ocupação da Câmara Municipal deve continuar, segundo os manifestantes. A intenção, de acordo com eles, é paralisar as sessões para que os projetos enviados pelo prefeito Odelmo Leão não sejam votados, como forma de manifesto.

Segundo o presidente da Câmara, Alexandre Nogueira (PSD), a Casa é solidária à luta dos servidores, mas deve haver bom senso. “Precisamos que as sessões ocorram normalmente, caso contrário, toda a população de Uberlândia será prejudicada”, afirmou Nogueira.

A próxima sessão da Câmara está marcada para hoje, às 9 horas. “Vamos esperar até o início da sessão para saber quais as medidas serão tomadas pelos ocupantes”, disse Nogueira. 


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