03/02/2017 às 08h54min - Atualizada em 03/02/2017 às 08h54min

Servidores ameaçam paralisação dia 7

MEDIDA PODE COMPROMETER O INÍCIO DO ANO LETIVO; PRINCIPAL COBRANÇA É COM PAGAMENTO DE SALÁRIOS DE DEZEMBRO

Walace Torres | editor

A quatro dias do início do ano letivo na rede municipal de ensino, os pais de alunos poderão encontrar dificuldades para deixar os filhos na escola. Parte dos servidores da Educação demonstraram que pretendem aderir ao movimento de paralisação das atividades na Prefeitura de Uberlândia a partir da próxima terça-feira, dia 7 de fevereiro. A paralisação abrange todas as áreas da Administração Municipal e tem como principal argumento a falta de pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro.

Ontem pela manhã, servidores fizeram um ato na praça Cívica do Centro Administrativo, seguido de uma assembleia em que foi deliberado pela paralisação das atividades. Além dos salários de dezembro, a categoria cobra o pagamento dos salários e do 13º para os servidores exonerados, o acerto para os contratados referente ao ano de 2016, pagamento do ticket refeição retroativo a junho de 2016, retificação do edital do concurso público visando a sua realização, ajuste das perdas salariais e enquadramento conforme o plano de cargos e carreira e ainda a criação de um novo mecanismo de diálogo com os servidores. No início do ano, a atual gestão revogou o decreto que instituía a Mesa Permanente de Negociação, criada em 2014 e que servia como interlocução entre os servidores e a administração.
A carta com as reivindicações foi protocolada no fim da manhã de ontem na Prefeitura. Na semana passada, uma comissão de servidores já tinha sido recebida pela secretária de Administração, Marly Vieira Melazo. “Muitos servidores entendem a situação da atual gestão, que está no começo e enfrenta dificuldades. Mas quando diz que não pode dar uma previsão de pagamento, isso nos dificulta muito. Tem gente com contas atrasadas”, diz o técnico em serviço público Ronaldo Fernandes Branco, que integra a comissão que tem mantido contato com a administração.
No caso da Educação, como os professores e outros servidores ainda estão em recesso, a mobilização da categoria tem acontecido, basicamente, por meio das mídias sociais.
Na próxima segunda-feira, 6, quando os servidores da Educação retornam ao trabalho, está programado um ato na Câmara Municipal e outro na porta do Centro Administrativo Municipal. “A ideia é fazer uma discussão para aferir a disposição dos servidores. E no dia 7, um grande ato de paralisação caso o prefeito não sinalize em relação às nossas reivindicações”, disse o professor da rede municipal Ronaldo Amélio. Segundo avalia, se houver alguma sinalização em relação ao pagamento dos salários de dezembro já seria suficiente para acalmar a categoria. Caso contrário, os educadores começam já na segunda-feira a traçar meios de esclarecer aos pais sobre a possibilidade de paralisação nas escolas. “Sabemos que existe uma crise, mas não é o servidor que tem que pagar por ela”, diz.

Nota

Em nota à imprensa, a Prefeitura informou que busca soluções financeiras para o pagamento dos salários de dezembro e que “medidas para equacionar as pendências estão sendo buscadas, tendo em vista a gravidade apresentada pelo déficit financeiro de aproximadamente R$ 390 milhões nas contas públicas”.


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