Antigamente íamos ao supermercado comprar sabão, amaciante, iogurte, por exemplo, e era tudo muito simples. Hoje, fazer compras requer quase ser um Ph.D. no assunto. Tem leite integral, semidesnatado, desnatado, enriquecido com ômega-3, sem lactose, com vitaminas de sopa de letrinhas A, B, C e D.
Antes era mais fácil fazer compras. Hoje, além de saber qual variedade do produto padrão levar, ainda tem os rótulos e ingredientes com nomes estranhos como Nitrito, acidulantes, eritorbato, umectante... Vixe, quanta informação!
Mas hoje vamos ao mais simples: aprender a diferenciar o Diet do Light
DIET
Um produto diet é aquele isento de determinado nutriente, como o glúten, o açúcar, o sódio, ou o colesterol, por exemplo. Estes produtos foram desenvolvidos para atender a grupos específicos, como os diabéticos ou os celíacos (alérgicos a glúten). Não basta que a inscrição “diet” venha impressa na embalagem. É preciso especificar, no rótulo, que substância foi retirada ou substituída na fórmula. Ou seja, Diet não significa que é um produto específico para diabético. Precisa sempre verificar qual substância foi retirada do produto.
Assim, produtos específicos para diabéticos devem ser totalmente isentos de açúcar. Para pessoas com problemas cardiovasculares, a restrição deve ser de gordura, e assim por diante.
Vale lembrar que nem sempre a isenção de um nutriente implica em redução de calorias. A palavra Diet do chocolate pode dar a impressão de que ele é pouco calórico. Isso estimula a compra daqueles que querem emagrecer ou manter a forma. Mas o que poucos sabem é que a troca do açúcar por adoçantes no momento da fabricação modifica em grande parte a textura do alimento. Para conseguir a textura habitual, os fabricantes acabam adicionando mais gordura. Isso faz com que o total de calorias do chocolate Diet fique muito próxima dos chocolates convencionais. O consumidor mal informado paga mais caro por um alimento com as mesmas calorias da versão normal.
LIGHT
Os alimentos considerados Light são aqueles com baixo teor de componentes (sódio, açúcares, gorduras, colesterol) ou calorias. Ou seja, não são isentos totalmente como os Diet. Por isso, esses alimentos não têm como finalidade atender as necessidades de um grupo fechado de clientes, nem são indicados para dietas específicas. Os alimentos são classificados como Light quando houver uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado nutriente ou calorias em relação ao produto tradicional.
No caso de alimento sólido, no que se refere às calorias, o valor total da redução deve ser no mínimo de 40 calorias para cada 100g de alimento. E para alimentos líquidos esse valor diminui para 20 calorias.
Assim como os Diet, os alimento Light também podem causar confusão às pessoas mal informadas. Produtos light não são indicados aos diabéticos, por exemplo, pois se a redução for de açúcar, é só uma redução e não uma isenção total deste ingrediente.
É fundamental também que o rótulo do alimento acuse o nutriente que foi visado pelo fabricante com o objetivo de tornar o alimento Light. Isto porque a utilização desse termo, por si só, não é suficiente para que o consumidor identifique o perfil do produto.
Ir ao supermercado atualmente ficou bem estimulante. Os produtos devem ser lidos antes de serem comprados. A oferta é gigantesca, porém as dúvidas acompanham no mesmo ritmo. Se você é uma pessoa decidida, que se interessa e se informa, será tranquilo fazer compras, mas se for indecisa, se prepare para entrar em pânico. Brincadeirinha! Não é para tanto. É só pedir informação ou acompanhar aqui no Diário do Comércio as nossas dicas.