29/03/2020 às 08h00min - Atualizada em 29/03/2020 às 08h00min

Não é confinamento, é respeito pelo próximo e por si mesmo

KELLY BASTOS (DUDI)
Bom dia!
 
Acredito que este tempo, este momento em que vivemos, que estamos passando, valha de muito aprendizado. As pessoas não conseguem parar, não conseguem, muitas vezes, sentir-se de verdade, não têm tempo para si, não se desligam, não se conectam.

Há sempre um muro, algo que não conseguem ver ou ser atravessado ou, muitas vezes, evitado por elas mesmas. Acredito que este tempo, este momento em que vivemos, que estamos passando, valha de muito aprendizado. Digo isso para que haja mais sensatez e mais olhar para si mesmo, para o próximo, para aquele que está ao lado, muitas vezes, compartilhando o mesmo espaço físico, o mesmo espaço emocional.

Digo isso para que essas pessoas possam se isolar um pouco mais interiormente, permanecendo mais tempo dentro de suas casas emocionais, estabilizando-se, buscando-se, encontrando-se, observando da janela a vida que agora está caminhando menos pontual e mais lentamente.

Coisas mudaram, situações novas apareceram, há de se respeitar e entender que, se nos unirmos, com certeza seremos mais fortes. É um período de adaptação, um período em que todos serão obrigados, de alguma maneira, a abrir mão das coisas lá fora para estar mais perto de si.

Talvez assim pessoas passem a conviver com pessoas em seu habitat e, de certa forma, resgatar o que já andava perdido por aí.
Não é confinamento, não é prisão domiciliar, é quarentena, é consciência, é respeito pelo próximo e por si mesmo. Não adianta forçar, não adianta achar que se está imune. É só olhar o planeta, os países, as vidas que já se foram e a batalha para vencer esse mal que veio para, de certa forma, acordar-nos, para também percebermos que a vida não é só esse desvario, essa loucura, esse desejo de sempre ir atrás de algo e, muitas vezes, voltar para casa sentindo o mesmo vazio no peito.

A Covid-19 é um vírus minúsculo, mas que tem causado muitos estragos e muita dor. Que cada um que crê, que possua a sua espiritualidade, que sinta realmente a fé na alma, que ore, que peça cuidado com todos, pedindo para que essa doença não se alastre por tanto tempo e que algo espiritual nos traga esse sinal de que terminaremos essa guerra sem tanto sofrimento e mais maduros internamente. É assim que crescemos, evoluímos, que realmente aprendemos. Colaboração!

O importante agora é a conscientização, a união, e o desacelerar dessa pandemia. Lavar as mãos constantemente, orar sempre, prevenir-se e não fazer tanto alarde. Deus está nos conduzindo, está nos dando mais uma lição para que entendamos que devemos priorizar a vida, acima de tudo, e que não somos melhores do que ninguém! Estamos no mesmo barco, não há distinção de classe social, credo ou religião.

Juntos seremos mais fortes. Juntos venceremos. Precisamos remar a nosso favor! Bora?
 
Boa semana! Em casa!

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.






 
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