14/10/2016 às 14h15min - Atualizada em 14/10/2016 às 14h15min

Senado lança livro do impeachment de Dilma

Publicação de 664 paginas traz principais fatos sobre o processo de julgamento da ex-presidente que marcaram a semana de 25 a 31 de agosto

Senado Federal publica livro de 664 páginas sobre jugamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

Senado Federal publica livro de 664 páginas sobre jugamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

Agência Senado
Senado Federal publica livro de 664 páginas sobre jugamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

As 109 horas de sessão do Senado Federal que resultou no impedimento da presidente Dilma Rousseff estão consolidadas no livro "Impeachment – O julgamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado Federal", editado pela Secretaria Agência e Jornal do Senado (SAJS).

Com 664 páginas, a publicação sobre o impeachment da petista apresenta as notas taquigráficas da histórica sessão, realizada em seis dias de trabalho intenso, com a indicação dos horários dos principais fatos que marcaram a semana de 25 a 31 de agosto.

O livro traz ainda galerias de imagens retratando todas as fases do julgamento – desde a abertura, com apresentação de questões de ordem, até o julgamento final, passando pelo depoimento de sete testemunhas ou informantes, pelo interrogatório da presidente Dilma Rousseff, pelo debate oral entre os advogados da acusação e da defesa e pelos pronunciamentos dos senadores.

Impresso pela Secretaria de Editoração e Publicação (Gráfica) do Senado, o livro tem apresentação do presidente do Senado, Renan Calheiros, e textos de introdução do secretário-geral do Senado e escrivão do processo de impeachment, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho e da secretária-geral da Presidência do Supremo Tribunal Federal, Fabiane Pereira de Oliveira Duarte, durante a gestão de Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão de julgamento. O PDF do livro está disponível no site do Senado.

Afastamento

O Senado Federal aprovou por ampla maioria o impeachment de Dilma Rousseff. A votação em plenário, realizada no dia 31 de agosto, após uma semana de sessões do julgamento final, teve 61 votos a favor da saída da petista do Poder e apenas 20 contra.

Com o impeachment confirmado, Dilma deixou por definitivo a Presidência da República e encerrou um período de 13 anos em que o Partido dos Trabalhadores ficou no Poder Executivo. A petista, no entanto, conseguiu que seus aliados revertessem a perda de seus direitos políticos por oito anos, o que a tornaria inelegível a qualquer cargo público, por 42 votos contrários a 36 favoráveis.

A decisão levou o vice da petista, Michel Temer, a assumir por definitivo o comando do Palácio do Planalto até o fim do mandato para o qual sua chapa foi eleita dois anos atrás, em 2018.

Além disso, o fato de as lideranças do Senado e de o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), terem feito manobras para agilizar o julgamento do impeachment mostrou como a influência do agora presidente efetivo se mantém em alta junto aos parlamentares – diferentemente do que ocorreu com Dilma, que, isolada, acabou vendo o Congresso retirando-a do cargo pouco menos de dois anos após ter sido reeleita ao Palácio do Planalto.

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