Caso Daiane Alves: audiência de instrução é remarcada após ausência de testemunhas
Nova sessão foi marcada para o dia 27 de agosto; relembre o caso
Daiane foi morta após emboscada do síndico Cléber Rosa de Oliveira I Foto: Reprodução/Redes Sociais
A segunda etapa da audiência de instrução do caso de Daiane Alves Souza foi adiada após a ausência de duas testemunhas de defesa. A sessão, realizada nesta quinta-feira (9), ouviu apenas uma testemunha antes de ser encerrada. Com isso, uma nova audiência foi marcada para o dia 27 de agosto, às 13h30.
A reportagem do Diário entrou em contato com o advogado da família de Daiane Alves Souza, morta em dezembro de 2025 em Caldas Novas (GO). De acordo com Samuel Moreira, foi aberto novo prazo para a defesa para a localização das testemunhas e imposição de condução coercitiva para a nova audiência.
A primeira audiência de instrução do caso começou em maio deste ano. Na ocasião, a juíza ouviu depoimentos das partes envolvidas para dar andamento ao processo. A sessão durou mais de seis horas e ouviu mais de 12 pessoas, entre testemunhas de acusação e de defesa.
O CASO
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 e foi encontrada no dia 28 de janeiro de 2026. O suspeito de cometer o crime é o síndico do prédio onde ela residia e alugava para terceiros. Além de Cléber Rosa de Oliveira, o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no homicídio. As investigações, no entanto, revelaram que Cléber agiu sozinho.
A Polícia Civil afirmou que Daiane e Cléber tinham atritos desde novembro de 2024, algo que chegou até mesmo ao Poder Judiciário, através de processos e ações movidas um contra o outro. O Ministério Público de Goiás (MPGO) chegou a denunciar Cléber por stalking praticado contra a corretora. Ele teria cometido também agressões físicas e verbais contra a uberlandense. Daiane também foi denunciada pelo órgão por invasão de domicílio, após ter entrado na sala administrativa do síndico sem a devida autorização dele.
Foi relatado ainda que a família da corretora tinha diversos apartamentos no condomínio. A vítima, que locava o imóvel para turistas e outras famílias, chegou a relatar que Cléber desligava o padrão de energia e fechava o registro de água dos apartamentos de Daiane propositalmente, o que aumentava a tensão entre ambos.
O investigador relatou ainda que, pouco antes do crime, o síndico convocou uma assembleia extraordinária para proibir Daiane de ter acesso ao prédio e de frequentar áreas comuns do condomínio. Daiane conseguiu o direito de andar livremente pelo local no mês passado após uma decisão judicial.
Daiane foi morta no subsolo do condomínio após ser atacada por Cléber em um crime premeditado. Depois disso, ele colocou o corpo da corretora na capota de seu veículo, efetuou disparos na cabeça da vítima e a abandonou em uma área de mata próximo à cidade de Caldas Novas.
De acordo com a Polícia Civil, Cléber premeditou o crime e agiu sozinho para matar Daiane, sem ajuda do filho Maykon Douglas de Oliveira. Após matar a corretora, o síndico tentou esconder o aparelho celular dentro de uma caixa de esgoto, mas o equipamento foi encontrado pelos investigadores.
No vídeo gravado por Daiane, ela entra no elevador após perceber que um de seus apartamentos estava sem energia. Quando ela chega ao subsolo, ela se depara justamente com o síndico Cléber Rosa de Oliveira, mostrando que ele desligou o disjuntor propositalmente para chamar a atenção da corretora. "Ah [risos], olha quem eu encontro. Acabou de perder minha energia no 402. Vamos lá. Vamos ver se essa brincadeira tá continuando", diz Daiane.
Após verificar os disjuntores, Cléber chega por trás de Daiane e a ataca. Veja o momento exato abaixo.
Imagens: Reprodução/Polícia Civil e Redes Sociais
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