Uma ação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia cumpriu, nesta segunda-feira (6), mandados de busca e apreensão e prisão preventiva no Triângulo Mineiro. Os trabalhos fazem parte da terceira fase da "Operação Murus", que tem como objetivo combater o tráfico de drogas na região.
A ação contou com apoio da Polícia Civil (PC), Polícia Militar (PM) e Polícia Penal (PP). O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) não deu detalhes sobre os investigados e onde as prisões foram efetuadas, já que as investigações prosseguem em sigilo.
Segundo o órgão, com o avanço das investigações e a análise dos elementos informativos colhidos anteriormente, o Poder Judiciário deferiu novas medidas cautelares. Ao todo foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão. Os alvos integram a estrutura logística e o esquema de distribuição de entorpecentes na região.
A operação recebeu o nome de murus (muralha em latim) em alusão à unidade de policiamento especializado, chamada Muralha do Triângulo Mineiro, responsável pela estratégia de segurança e de repressão ao crime organizado na região. O trabalho da unidade permitiu o aprofundamento das ações de combate à organização criminosa alvo da operação.
OPERAÇÃO EM UBERLÂNDIA E UBERABA
A primeira fase da Operação Murus foi deflagrada no dia 10 de junho de 2026. A ação teve como objetivo o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, sendo seis em Uberlândia e um em Uberaba.
Os alvos da operação começaram a ser investigados a partir da prisão, em Uberlândia, do integrante de um grupo criminoso. A ação de inteligência foi desenvolvida pela 9ª Companhia Independente de Policiamento Especializado, unidade considerada a "Muralha do Triângulo".
A partir do aprofundamento das apurações, realizadas pelo Gaeco de Uberlândia, foi possível esclarecer a atuação de cada um dos alvos da operação, envolvidos com tráfico de drogas em grande escala na região. Segundo as autoridades, as investigações apontaram que o grupo possuía logística sofisticada para a prática criminosa, além de um esquema estruturado de distribuição de entorpecentes, evidenciando organização e divisão de tarefas entre os envolvidos.
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