Custo da cesta básica em Uberlândia sobe quase 5% e chega a R$ 808 em maio

Levantamento do CEPES/UFU mostra alta de 4,71% no valor dos alimentos em maio; inflação avançou 0,65% no último mês

Por REDAÇÃO I DIÁRIO DE UBERLÂNDIA
3 Min

A batata foi a principal responsável pela alta, com elevação de 67% no preço médio I Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O custo dos produtos essenciais pesou ainda mais no orçamento das famílias de Uberlândia no mês de maio. Segundo levantamento do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais (CEPES), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o valor da cesta básica consumiu quase metade do salário mínimo.

De acordo com os dados divulgados pelo instituto, para adquirir os 13 produtos considerados básicos para a alimentação, foi necessário desembolsar R$ 808,88. O valor representa 49,90% do salário mínimo, atualmente em R$ 1.621,00, sendo o maior comprometimento da renda registrado em 2026.

O levantamento aponta ainda que a cesta básica teve alta de 4,71% em relação ao mês de abril, quando o valor foi de R$ 772,49. No acumulado do ano, os alimentos básicos já registram aumento de 17,40% em Uberlândia.

Para conseguir comprar os produtos, o trabalhador precisaria dedicar 109 horas e 47 minutos de sua jornada mensal ao pagamento da cesta básica.

BATATA E FEIJÃO PUXAM AUMENTO
Entre os itens analisados, os maiores aumentos foram registrados nos produtos in natura. A batata foi a principal responsável pela alta, com elevação de 67% no preço médio, seguida pelo feijão, que subiu 12,91%.

A carne bovina segue como o produto de maior impacto financeiro dentro da cesta, representando mais de 35% do gasto total.

Por outro lado, alguns produtos tiveram redução nos preços, como o açúcar, com queda de 1,57%, e o café, que apresentou recuo de 1,33%.

INFLAÇÃO AVANÇA 0,65% EM MAIO
Além da alta da cesta básica, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-CEPES), que mede a inflação para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, registrou aumento de 0,65% em maio.

Apesar da elevação, o índice apresentou desaceleração em relação a abril, quando a inflação havia sido de 0,92%. No acumulado de 2026, a inflação em Uberlândia chega a 2,85%, enquanto nos últimos 12 meses soma 3,89%.

O principal impacto veio do grupo Habitação, que teve alta de 2,65%, influenciado principalmente pelo aumento no aluguel e taxas, que subiram 3,33%, e pela energia elétrica residencial, com alta de 2,98%.

O grupo Alimentação e Bebidas também teve peso importante no resultado, com alta de 1,09%, refletindo o aumento dos preços dos produtos que compõem a cesta básica.

Outros grupos que apresentaram aumento foram Saúde e cuidados pessoais (0,56%), Artigos de residência (0,08%) e Vestuário (0,05%). Na outra ponta, quatro categorias tiveram redução de preços: Despesas Pessoais (-0,76%), Transportes (-0,24%), Comunicação (-0,23%) e Educação (-0,17%).

SALÁRIO MÍNIMO NECESSÁRIO
Com base nos valores encontrados, o CEPES calculou que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas em Uberlândia deveria ser de R$ 6.795,39 em maio. O valor corresponde a mais de quatro vezes o salário mínimo oficial.

O levantamento do CEPES é realizado mensalmente a partir do monitoramento de 228 subitens em mais de 500 estabelecimentos comerciais de Uberlândia, acompanhando o custo de vida de famílias com renda entre um e cinco salários mínimos.

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