O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou três operações na manhã desta segunda-feira (10), no Triângulo Mineiro. As ações “Fora de Sintonia”, “Submundo” e “Narcocárcere” visam o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra organizações criminosas nos municípios de Uberaba, Perdizes e Araxá.
De acordo com o Gaeco, foram cumpridos, até o momento, cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão em Uberaba. Além disso, um foragido foi capturado e uma pessoa foi presa em flagrante. Já em Araxá foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e um de prisão. Em Perdizes foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Duas pessoas foram presas em flagrante.
Nos presídios de Uberaba, Perdizes e Francisco Sá foram cumpridos quatro mandados de prisão. Durante as ações, os agentes apreenderam dez celulares, um pendrive, tabletes de maconha, porção de cocaína e duas balanças de precisão.
Fora de Sintonia
Segundo o MPMG, a 3ª fase da operação “Fora de Sintonia” pretende prender líderes da organização criminosa e o bloqueio de R$ 1 milhão. As investigações tiveram início no segundo semestre de 2023, sendo a primeira fase deflagrada em novembro daquele ano, a partir de materiais apreendidos na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira (PPAIO), em Uberaba.
Em fevereiro deste ano ocorreu a segunda fase, ocasião em que foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em desfavor de outro núcleo da mesma organização criminosa, atuante na prática de crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A organização foi desbaratada a partir do cárcere, notadamente, nas cidades de Campina Verde e Uberaba, a partir de resultados das investigações iniciadas anteriormente.
Nesta segunda, a operação visa dar cumprimento a dez mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, além das medidas de arresto e sequestro de bens, nos municípios de Uberaba e Perdizes.
Submundo
Conforme dito pelo Gaeco, a operação “Submundo” faz alusão ao mundo da delinquência e às atividades ilícitas. Na primeira fase, ocorrida em julho de 2024, a força-tarefa identificou a existência de uma residência em Uberaba, local utilizado por indivíduos de alta periculosidade e membros de organização criminosa de atuação transnacional, envolvidos em uma série de homicídios ocorridos no município de Bom Despacho. Na ocasião, foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Como resultado das análises, a partir dos materiais arrecadados, o Gaeco Uberaba cumpre nesta segunda dois mandados de prisão, sendo um em desfavor de indivíduo de alta periculosidade e membro de organização criminosa, atualmente custodiado na Penitenciária de Francisco Sá/MG, e outro contra um estrangeiro, natural da Colômbia.
Segundo as investigações, os envolvidos tem autoria em diversos crimes cuja, como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Além disso, houve o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Uberaba e o bloqueio de mais de R$ 3 milhões nas contas dos alvos e outras contas sob suspeita de serem utilizadas para “lavar” dinheiro do narcotráfico.
Narcocárcere
A partir da apreensão de um aparelho celular em abril de 2024, em uma das celas da PPAIO Uberaba, foi desmantelado um sofisticado sistema de tráfico e associação ao tráfico de entorpecentes intracárcere, bem como lavagem de capitais oriundos da atividade delitiva.
Como resultado na ação, foram cumpridos dois mandados de prisão em desfavor de um custodiado que cumpre pena na PPAIO e de sua companheira, moradora de Araxá.
Houve ainda o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Uberaba e Araxá e a autorização de bloqueio de R$300 mil em contas bancárias dos alvos.
De acordo com o Gaeco, a expressão informal “narcocárcere” faz referência aos sistemas penais que, por vezes, sofrem com a gestão do tráfico de entorpecentes a partir do cárcere, sendo necessário, portanto, o combate.
A operação contou com o apoio da 5ª Região de Polícia Militar, envolvendo o 4º, 37º e 67º Batalhões e da Polícia Penal, do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, através da Superintendência de Informação e Inteligência, 5ª e 11ª Diretorias Regionais de Polícia Penal, além do Grupo de Operações com Cães/PPAIO.