Uberlândia registrou 152 atropelamentos entre janeiro e o início de julho deste ano, segundo dados do Corpo de Bombeiros. A maioria das ocorrências (73) envolve carros ou caminhonetes. Em seguida, aparecem motocicletas com 47 casos registrados durante o período.
Ainda de acordo com os dados, a cidade apresentou uma queda de 5,5% no número de atropelamentos em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 161 casos. Apesar da queda no total de registros, a análise mês a mês revela aumentos significativos. Em fevereiro de 2025, por exemplo, Uberlândia registrou 29 ocorrências, contra 13 no ano anterior. Já em maio, foram computados 30 atropelamentos, contra 23 em 2024.
Segundo o sargento do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Mourão, a desatenção é a principal responsável por esses acidentes. “Os fatores que contribuem para esses atropelamentos, primeiramente é a falta de atenção do motorista. Muitas vezes, o motorista chega em um cruzamento e olha para o lado que o fluxo de trânsito está seguindo, uma pessoa que vai fazer uma travessia do lado contrário, assim que o condutor visualiza que não vem mais veículos, ele inicia o seu deslocamento podendo atropelar o pedestre que atravessava”, disse.
Rodrigo reforçou que o uso de celular e outros aparelhos eletrônicos contribuem com essa desatenção. “Eu acredito que o avanço da tecnologia, todo mundo com acesso a smartphones e redes sociais contribui para a falta de atenção”, frisou.
VÍTIMAS
Conforme dito pelo sargento Rodrigo Mourão, até o momento, Uberlândia teve 73 vítimas de atropelamento por automóvel (carros e caminhonetes) e 47 por motocicleta. Em 2024, a quantidade foi de 144 vítimas de atropelamento por automóvel e 97 por motocicleta.
“Nós estamos agora na metade do ano e, sem dúvidas, esses números mostram que a tendência de se repetir as quantidades, até maiores que o ano passado, são muito grandes”, afirmou.
Para uma maior segurança de todos, o militar explica o que fazer ao presenciar um atropelamento. “Primeiramente, sinalizar o local, seja com um triângulo de sinalização, alguns galhos de árvore, um veículo atravessado com o pisca-alerta ligado para criar uma barreira, para que aquela pessoa caída não seja atropelada novamente. Após sinalizado, ligue 193, passando maiores informações de localidades, aconselha a vítima a não se movimentar e se mantenha próxima a ela, pois esse primeiro apoio que é psicológico é fundamental para que a pessoa se sinta segura. E sobre o que não fazer, jamais mover a vítima, a não ser que seja um local de risco”, explicou.
CASOS RECENTES
Somente neste mês de julho, o Diário noticiou três atropelamentos graves que aconteceram em. Um deles aconteceu no dia 2, na praça Lincoln, no bairro Presidente Roosevelt. No local, um idoso, de 74 anos, foi atropelado duas vezes em questão de minutos e veio a óbito.
Mais recentemente, no dia 7 de julho, no bairro Residencial Integração, uma criança de oito anos foi atropelada por uma van escolar e também morreu. Apenas dois dias depois, outro garoto, de 12 anos, foi vítima de atropelamento no bairro Mansour. O menino foi socorrido com ferimentos e encaminhado para atendimento médico.
Em muitos casos os motoristas acabam fugindo sem prestar socorro, o que agrava ainda mais a situação. Para a delegada da Polícia Civil, Lia Valechi, as penas para este tipo de crime ainda são muito brandas. “A legislação tem uma pena ainda branda, na minha opinião, mas isso depende de uma alteração legislativa”, disse.
Ainda de acordo com a delegada, a segurança no trânsito é um dever e um compromisso de todos e que só com colaboração mútua é possível reduzir esses números. “Todos nós devemos contribuir para um trânsito mais seguro e isso passa por ter cuidado na condução do veículo, ou estando como um pedestre, para que isso aconteça e seja mais seguro. Principalmente o condutor, que é o que o código prevê, que conduza os veículos pensando na segurança dele e de todos que utilizam a via, pedestres e outros condutores”, concluiu.
• Compartilhe esta notícia no WhatsApp
• Compartilhe esta notícia no Telegram
VEJA TAMBÉM:
• Operação mira quadrilha de Uberlândia que aplicava golpes em vendedores por meio de redes sociais