13/06/2016 às 06h00min - Atualizada em 13/06/2016 às 06h00min

Das arquibancadas para o escritório, dirigente do Corinthians crava: “Não podemos gastar”

Há pouco tempo, Eduardo Ferreira era apenas um torcedor do time

GloboEsporte.com
Divulgação

Eduardo Ferreira trocou as arquibancadas por uma sala no CT Joaquim Grava. É de lá que precisou aprender a deixar um pouco de lado a paixão pelo Corinthians para pensar mais friamente como dirigente. Um dos articuladores do movimento que ajudou a derrubar o ex-presidente Alberto Dualib, em 2007, ele divide com Edu Gaspar e Roberto de Andrade a responsabilidade de montar um elenco capaz de manter o Timão na briga por títulos. 

A missão não é nada simples. Depois da conquista do Brasileirão no ano passado, o Corinthians perdeu nada menos seis titulares, boa parte deles para o furacão chinês que devastou a equipe. E as mudanças devem continuar na próxima janela de transferências. Felipe, Elias, Cássio, Romero, Fagner...a lista de possíveis jogadores negociados aumenta a cada dia, mas o clube promete um grupo forte para seguir na briga pela sétima taça nacional. 

“Qualquer clube grande, especialmente o Corinthians pelo trabalho que vem fazendo, fica preocupado com as janelas. Pode ser Europa, Ásia, Arábia. Vamos tentar manter nosso time o mais forte possível. Hoje, a única negociação é a do Felipe”, garantiu.

“Sabemos que temos uma qualidade muito boa no grupo. Pode aparecer alguma coisa? Pode. Mas depende do mercado. Não estamos em condição de gastar. Temos um grupo bom, mas estamos de olho em oportunidades de mercado. Contratamos jogadores caros, mas não adianta querer formar time de estrelas”, afirmou.

Integrante da Gaviões da Fiel, principal torcida organizada ligada ao Corinthians, Eduardo Ferreira recentemente deu aval para a realização de um encontro entre membros do grupo e seis jogadores, no CT Joaquim Grava, após a eliminação na Libertadores. Apesar da repercussão negativa do encontro, o dirigente admitiu que, se necessário, receberá torcedores novamente. “Não foi a primeira vez e não será a última, pelo menos nessa gestão”, disse.

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