03/08/2021 às 09h00min - Atualizada em 02/08/2021 às 09h00min

Espaço Cultural do Mercado recebe exposição “À Flor da Pele”

Obras do pintor Rodrigo Freitas podem ser apreciadas até 30 de setembro por agendamento

DA REDAÇÃO
Exposição foi aberta ao público no Espaço Cultural do Mercado | Foto: Secom/PMU
A semana começa em Uberlândia com mais uma opção cultural para os moradores, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. O mergulho artístico desta vez se dá através das pinturas intensas e convidativas do artista Rodrigo Freitas. A exposição “À Flor da Pele” foi aberta ao público nesta segunda-feira (2), na Galeria de Arte Ido Finotti, no Espaço Cultural do Mercado e pode ser apreciada até 30 de setembro por agendamento pelo telefone (34) 3235-7790.

Conforme conta a secretária municipal de Cultura e Turismo, Mônica Debs, a obra do artista é reflexiva e faz parte da programação de aniversário da cidade. “A exposição é um convite à reflexão. À Flor da Pele é um trabalho tocante e reflete a angústia do ser humano. Com cores escolhidas propositalmente, o renomado artista pincela as nossas dores, utilizando a arte como bisturi para mostrar o turbilhão de sentimentos em nossa carne viva. Em cartaz, há outras grandes exposições que se tornaram a nossa forma, de todos aqui da secretaria, de aplaudirmos de pé, os belos 133 anos da cidade”, disse a responsável da pasta. 

À Flor da Pele” refere-se àquilo que está na iminência de um colapso, quando os humores do corpo transbordam seus limites. Assim também esses trabalhos evocam a insustentável fixidez das coisas, dos espaços, do tempo, da vida.  Nessas pinturas, o corpo é abordado pela perspectiva do abandono e da inércia, embora seja possível vislumbrar nesse vazio de ação as noções de erotismo, solidão e morte. A banalidade cotidiana parece ser confrontada pelo vermelho que irrompe em todas as imagens, como se estivessem em carne viva. Assim, pela potência da cor, insinua-se nas imagens uma situação insólita, deslocando tudo para o limite tênue entre o real e o absurdo.

O processo de construção desses trabalhos parte do registro fotográfico de uma cena montada em um ambiente doméstico ou mesmo de imagens provenientes de diversas fontes e que afloram na pele da pintura para ganhar uma outra existência. A origem fotográfica reverbera nas pinturas, sobretudo pela estranheza dos enquadramentos, que deslocam as cenas para fora do quadro, para além dos limites da tela.

A rigidez das figuras sugere uma temporalidade dilatada, na qual nada acontece, nada chega, nada cessa e nada é interrompido. A única coisa que parece possível nessas imagens é um presente em suspensão, uma imersão no vermelho, no qual as figuras e as coisas se misturam num contínuo vir-a-ser que nunca se efetiva.
 
Serviço
 
O quê: “À Flor da Pele”, de Rodrigo Freitas
Onde: Galeria de Arte Ido Finotti no Espaço Cultural do Mercado– Rua Olegário Maciel, 255. Centro. Parte superior do Mercado Municipal, acesso pela rampa.
Visitação: até 30 de setembro de 2021
Horário: 12h às 17h por agendamento
Agendamentos: (34) 3235-7790

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