11/05/2019 às 08h00min - Atualizada em 11/05/2019 às 08h00min

Clubes ingleses superam desconfiança com domínio histórico na Europa

Domínio espanhol é interrompido e finais europeias terão quatro times da terra da Rainha

FOLHAPRESS
Destaque do Liverpool na temporada, Virgil van Dijk é uma das esperanças dos Reds na Champions League (Reprodução Facebook)
O Manchester City já soma 95 pontos no Campeonato Inglês, mas o poderoso time de Pep Guardiola não será campeão europeu nesta temporada. Mesmo assim, a Inglaterra será o primeiro país da história a emplacar os dois finalistas da Liga dos Campeões e os dois da Liga Europa; com Liverpool x Tottenham, e Arsenal x Chelsea, nem precisará do City para se reafirmar.

A Liga Europa definiu nesta quinta (9) os times que brigarão pela taça, com vitória do Chelsea nos pênaltis sobre o Eintracht Frankfurt e triunfo do Arsenal diante do Valencia. Na mesma semana, Liverpool e Tottenham tiveram viradas heroicas contra Barcelona e Ajax, respectivamente, e se enfrentarão na grande final da Liga dos Campeões.

Antes desta temporada, o mais próximo que as duas competições chegaram de um fenômeno como este foi ter três equipes do mesmo país disputando as duas decisões -e vale ressaltar que estes times nunca eram ingleses. E nunca foram quatro conterrâneos de uma vez só.

Se somarmos este feito histórico dos clubes da Inglaterra ao desempenho da seleção na Copa do Mundo de 2018, este nem parece ser o mesmo futebol inglês que costumava gerar desconfiança. O Liverpool disputou a decisão da Champions no ano passado, mas perdeu para o Real Madrid por 3 a 1; em 2016, jogou a final da Liga Europa e caiu para o Sevilla.

A última vez em que um dos dois torneios teve final 100% inglesa foi na temporada 2007/2008, quando o Manchester United superou o Chelsea nos pênaltis na Liga dos Campeões. Agora, as duas competições terão finalistas do mesmo país pela primeira vez na história. E o "pioneirismo", mais uma vez, pertence ao país que inventou o futebol.

É importante destacar, no entanto, que o movimento que fortaleceu a seleção da Inglaterra não tem relação direta com os atuais times titulares dos quatro finalistas. Na virada sobre o Barcelona, o Liverpool tinha apenas três ingleses dentre os 11 iniciais: Alexander-Arnold, Henderson e Milner. E fez 4 a 0 graças ao belga Origi e ao holandês Wijnaldum.

Desfalcado do artilheiro Harry Kane, o Tottenham levou a melhor sobre o Ajax com Trippier, Danny Rose e Dele Alli, mas coube ao brasileiro Lucas Moura fazer os três gols da vitória por 3 a 2. O Arsenal venceu o Valencia por 4 a 2 com Maitland-Niles em campo, mas a tarefa de balançar a rede coube ao gabonês Aubameyang (três vezes) e ao francês Lacazette.

O Chelsea teve apenas um atleta britânico escalado como titular contra o Frankfurt; o inglês solitário era Loftus-Cheek, que fez o gol dos Blues no empate por 1 a 1. Nos pênaltis, Ross Barkley converteu sua cobrança e contribuiu para a classificação.
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