23/01/2019 às 08h25min - Atualizada em 23/01/2019 às 08h25min

Moro fala de corrupção mas evita caso Queiroz

Ministro também não abordou tema sobre fake News debatido em painel

FOLHAPRESS
O ministro Sérgio Moro e a presidente da Transparency International, Delia Ferreira Rubio, em Davos | Foto: Valeriano Di Domenico/Agência Brasil
O ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) defendeu na manhã de ontem (22), em Davos, o combate à corrupção como forma de aumentar a credibilidade dos governos.  Após a participação no painel sobre restabelecimento da confiança e da integridade, do Fórum Econômico Mundial, o ministro foi questionado por jornalistas sobre as investigações referentes às movimentações atípicas nas contas do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de assessores do filho do presidente Jair Bolsonaro registradas em relatórios do Coaf, como do motorista Fabrício Queiroz. "Não me cabe comentar sobre isso [caso Queiroz], mas as instituições estão funcionando", se esquivou o ministro.

Moro, no entanto, defendeu que "O governo tem discurso forte contra a corrupção e vem adotando práticas sobre algo que não foi feito em 30 anos no Brasil, que é não vender posições ministeriais na barganha pelo poder. E nomeou pessoas técnicas. O compromisso do governo é forte contra a corrupção", disse o ministro ao jornal Valor Econômico.

No painel, Moro debateu por 1 hora a corrupção e o uso da tecnologia com o secretário de política industrial da índia, Ramesh Abhishek; a presidente da Transparência Internacional, Delia Ferreira Rubio, e o chefe do Facebook para ameaças perturbadoras (o departamento encarregado do combate a fake news), David Agranovich. O ministro, no entanto, não abordou esse último tema.

Questionado sobre a eventual cooperação do Ministério da Justiça brasileiro com seus pares na Colômbia e nos EUA para investigar crimes financeiros do entorno do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, como forma de apertar o cerco ao regime, Moro disse preferir esperar a situação se colocar antes de responder a respeito dela.

O ministro está em Davos com o presidente Bolsonaro para participar da 49ª edição do Fórum. Amanhã, ele participará de um painel sobre Crimes Globais que tratará de medidas legais e sanções. Além disso, hoje ele estará em um almoço de trabalho com investidores sobre o Brasil. 
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