31/10/2018 às 08h04min - Atualizada em 31/10/2018 às 08h04min

Atlético Mineiro demite Alexandre Gallo

FOLHAPRESS
(Bruno Cantini / Atlético)
O Atlético-MG anunciou, na tarde de ontem, a demissão do diretor de futebol Alexandre Gallo. O comunicado foi feito por meio do Twitter oficial do clube. O ex-jogador Marques, que estava nas divisões de base, assumirá o cargo deixado pelo dirigente."Agradecemos e desejamos sucesso na sequência da sua carreira", escreveu o clube. "Em seu lugar, assume Marques Batista de Abreu, que será apresentado nesta quarta-feira [hoje] à tarde, na Cidade do Galo", acrescentou.

A demissão do diretor de futebol foi uma opção do presidente atleticano, Sérgio Sette Câmara, após uma série de três protestos da torcida em pouco mais de uma semana. O cartola era alvo de constantes manifestações dos atleticanos na Cidade do Galo. Gallo foi diretor de futebol do Atlético entre dezembro de 2017 e outubro de 2018. Na passagem pelo clube, ele se responsabilizou pela contratação de 18 reforços. Os principais nomes foram Ricardo Oliveira e Róger Guedes. O segundo, no entanto, foi negociado para o Shandong Luneng (CHI) em julho passado.

Algumas das contratações do dirigente foram consideradas controversas. Arouca, Samuel Xavier e Erik chegaram à Cidade do Galo no início do ano. No entanto, não se firmaram e já deixaram o clube.
Há ainda Martín Rea, que chegou por empréstimo em agosto passado e jamais entrou em campo pela equipe de Belo Horizonte. Marques assume o cargo até dezembro de 2018. O ex-atacante do clube permanecerá na cúpula de forma temporária a princípio. Caso seu trabalho agrade à diretoria, ele pode ser efetivado no cargo. Neste ano, ele desempenhava a função de coordenador das divisões de base do Galo.
 
SECA DE GOLS
Ataque some e time fica ameaçado no G-6
 
O ataque do Atlético-MG caiu de rendimento e deixou de ser o melhor do Campeonato Brasileiro. Com apenas um gol nos quatro últimos jogos, o setor ofensivo passa a conviver com críticas. A falta de gols ainda deixa o time ameaçado no G-6 do torneio. Em 12 partidas disputadas no segundo turno do Brasileiro, o Atlético marcou 12 gols - média de um por jogo. O número da primeira metade do torneio é bem superior. Em 19 rodadas, o time então comandado por Thiago Larghi marcou 36 vezes -1,89 tento por compromisso.

A situação é ainda pior quando o recorte é mais recente. Em outubro, acumulou três derrotas e um empate - só anotou gol no último revés, por 2 a 1, contra o Ceará. Hoje, embora tenha 48 gols, um a menos que o Flamengo, líder no quesito, o time alvinegro vive dificuldades para se reencontrar ofensivamente.O desempenho ruim do ataque permitiu a aproximação de adversários e a consequente ameaça à vaga na Libertadores de 2019. Tranquilo na sexta posição no início do mês, o Atlético viu o Santos diminuir uma diferença de nove pontos em quatro rodadas -os dois têm 46, com vantagem atleticana no número de vitórias.

A queda de rendimento, de acordo com o goleiro Victor, é explicada pelas baixas sentidas desde a última janela de transferências. Na ocasião, o time perdeu Bremer e Róger Guedes, negociados para o exterior. Gustavo Blanco ainda sofreu uma lesão no joelho, foi operado e só retorna aos gramados em 2019.
"A gente vive um ano de inconstância no que diz respeito à manutenção de jogadores. Quando encontramos uma boa formação fim do primeiro semestre, perdemos um jogador importante, o Róger Guedes, perdemos o Blanco, saíram atletas e entraram outros. A gente teve que remontar elenco", avaliou.

"Por mais que tenhamos passado dificuldades, conseguimos encontrar padrão de jogo. Os resultados negativos não condizem. A equipe apresentou um futebol de qualidade em quase todo o Brasileirão, demonstra a qualidade do time. Tivemos alguma qualidade", acrescentou em entrevista ao SporTV. Levir Culpi, por sua vez, ainda não tem uma justificativa para o mau momento do Atlético em 2018. Contratado há pouco mais de duas semanas, o treinador alega que não conhece o elenco. Na segunda-feira (29), ele disse não ter identificado a causa dos resultados negativos.

"São vários, mas a gente trabalha no futebol há 50 anos e nunca sabe exatamente o que é. Se soubesse qual é o problema, já iria direto em cima. São muitas coisas que acontecem em um clube de futebol. Você tem que ter muita tranquilidade para tomar a decisão certa. As coisas certas que faz na carreira dão tranquilidade para chegar a um grupo assim", comentou.
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