21/10/2018 às 08h00min - Atualizada em 21/10/2018 às 08h00min

Maior competição nacional do esporte contará com 24 equipes

São 12 no torneio masculino e 12 no feminino

ÉDER SOARES
Foto: Divulgação
Consolidada como a competição mais importante do calendário nacional do vôlei, e uma das mais valorizadas no cenário internacional, a Superliga chega a 25ª edição nesta temporada 2018/2019 com uma duradoura e forte história na modalidade. Conhecida por revelar e apresentar ao mundo atletas que vieram a se tornar grandes nomes do esporte, a competição organizada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) terá novidades. A principal delas será o retorno da série de playoff nas grandes finais – melhor de três jogos no feminino e de cinco no masculino.

A Superliga contará com 24 clubes participantes – sendo 12 em cada naipe – e a disputa começará na próxima quarta-feira (24). Os times masculinos entram em quadra primeiro, e o confronto de abertura será entre Vôlei Renata (SP) e Cruzeiro, atual campeão da competição, no ginásio do Taquaral, em Campinas (SP), às 19h30.

A competição masculina apresentará dois estreantes que subiram através da Superliga Série B: Ribeirão (SP) e Itapetininga (SP), que chegam para a disputa junto com Cruzeiro (MG), Sesi (SP), Rio de Janeiro, Taubaté (SP), Minas Tênis (MG), Renata (SP), Corinthians (SP), Caramuru Vôlei (PR), Maringá (PR) e São Judas (SP).

Atual campeão pelo Cruzeiro, o capitão Filipe demonstra o orgulho em fazer parte da história da competição.  “São 25 anos e poder fazer parte da Superliga desde 2000 é muito gratificante. Acompanhei uma evolução, quando a Superliga se tornou um dos campeonatos mais importantes do mundo, cheio de atletas renomados, com jogadores de outros países vindo querendo jogar aqui”, destacou Filipe, que complementou.

“Fico muito feliz em participar de mais um ano, agora na temporada 2018/2019, e estamos prevendo uma competição muito equilibrada, com as equipes ainda amais reforçadas. Tenho umas passagens muito importantes na minha carreira, como em 2004/2005, o ano do título no Banespa, que foi muito marcante. Ainda fui considerado o melhor jogador da final, no Mineirinho lotado. E, claro, a minha chegada ao Sada Cruzeiro, onde estou há nove anos consecutivos, com muitas glorias. Só temos a engrandecer esse evento que é a Superliga, a cada ano se profissionalizando ainda mais. Que essa competição permaneça por muitos e longos anos

A Força das Mulheres

A Superliga Feminina acompanha o calendário internacional e aguarda o fim do Campeonato Mundial do Japão, que termina hoje. Já com as estrelas da seleção brasileira de volta, os clubes terão partidas válidas pela competição nacional no dia 13 de novembro. A abertura oficial do campeonato feminino será entre o Dentil/Praia Clube e Pinheiros, às 21h30, em São Paulo, com transmissão ao vivo do canal SporTV. 

A exemplo do masculino, a disputa feminina também terá dois times estreantes:  Balneário Camboriú (SC) e Curitiba (PR), que também classificaram através da Superliga B. As duas equipes estarão em ação ao lado do Praia Clube (MG), Rio de Janeiro, Minas Tênis Clube, Osasco (SP), Barueri (SP), Pinheiros (SP), Fluminense (RJ), Sesi Bauru (SP), São Caetano (SP) Brasília (DF).

Capitã do Praia, a central bicampeã olímpica Fabiana relembra o seu início no campeonato e um pouco de sua trajetória. “A Superliga é um campeonato sem igual para todos nós atletas de voleibol. Há 25 anos traz a oportunidade de jogarmos uma competição de qualidade, alto nível técnico e sucesso de público. É interessante como ao longo desses anos todos, a Superliga pode revelar talentos do nosso esporte. Eu jogo a competição desde meus 16 anos e já ganhei seis títulos, passei por equipes diferentes, joguei muitos playoffs e a vontade é a mesma depois de tantos anos. Vida longa a Superliga e que venham mais 25 anos”, disse Fabiana.

Para o técnico Paulo Coco, que comandará o Praia pela segunda temporada, o time tem como grande desafio dar liga a um elenco renovado. “Temos uma responsabilidade muito grande de defender um título tão importante como é o da Superliga, considerada pela maior parte da crítica especializada como uma das mais fortes do mundo. Acho que o nível técnico será mais alto do que o da última edição, já que todas as equipes se reforçaram muito bem e isso será refletido dentro de quadra. Quanto ao nosso time, resta treinar muito para dar entrosamento o mais rápido possível”, afirmou.

Transmissão e desafio

A Superliga Feminina seguirá com as transmissões dos canais de TV e irá ganhar o reforço do online. Os jogos da principal competição do calendário brasileiro serão mostrados no site do Canal Vôlei Brasil, da CBV.

Também acompanhando a modernização da modalidade, a Confederação Brasileira de Voleibol irá colocar à disposição o sistema de desafio em todos os jogos das semifinais e finais, auxiliando, assim, a arbitragem nas decisões mais difíceis.

Feras
Grandes nomes em quadra

São incontáveis os atletas que surgiram no cenário internacional através da Superliga. A primeira oportunidade, o primeiro jogo, o primeiro título. Tudo fica marcado na trajetória do atleta – mesmo os que conquistaram diversos títulos futuramente com a seleção brasileira, como o ex-jogador Giba.

“A Superliga foi uma fase muito importante da minha vida. Estou desde o início, quando eu havia acabado de chegar da seleção infanto. Tive uma grande experiência, joguei com jogadores que me deram essa experiência, tive quatro finais consecutivas, ganhando duas. Fiquei muito feliz com a oportunidade de ter jogado com nomes como Carlão, Gilson, Weber, Maurício, Nalbert, Toaldo, tive a chance de jogar com estrangeiros, e tenho grandes lembranças dessa época maravilhosa e que me deu a experiência necessária para encarar os desafios que tive no exterior depois”, declarou Giba.

Outros grandes atletas já passaram pela competição e outros tantos seguem nela. Fizeram história e cresceram junto com a Superliga nomes como Maurício Lima, André Heller, Kid, Gilson, Ezinho, Fernanda Venturini, Fofão, Virna, Leila, Valeskinha, Érika, Elisângela, Arlene, entre tantos outros.

Para esta edição, a Superliga terá em quadra estrelas da modalidade como Murilo, Marlon, Lipe, Evandro, Serginho, Lucarelli, Wallace, Raphael, Fabiana, Thaísa, Dani Lins, Walewska, Carol Albuquerque, Paula Pequeno, Fernanda Garay e inúmeros outros. Entre tantos craques, diversos medalhistas olímpicos estarão em ação.

Intercâmbio 
Ao longo de sua história, a Superliga atraiu uma série de estrangeiros interessados em conhecer e aprender mais com o voleibol brasileiro. Já passaram por aqui importantes atletas do cenário internacional como Weber, Milinkovic, Fukuzawa, Regla Bell, Cristina Pirv, Danielle Scott, Tara Cross-Battle, Piccinini, Natasha Letho, Rosa Garcia, Logan Tom, mais atualmente Hooker, Simon, Ivovic, Solé, e diversos outros.

Para a Superliga 18/19 estarão em quadra espalhados pelos clubes brasileiros nomes como a russa Kosheleva (Sesc RJ), as norte-americanas Lloyd e Fawcett (Praia Clube), a italiana Diouf (Bauru), a polonesa Skowronska, o francês Le Roux e o norte-americano Taylor Sander (Cruzeiro), os argentinos Conte e Uriarte (Taubaté) e Gonzalez (Renata), entre outros.

“Estou muito animado de jogar aqui. A principal razão de eu ter escolhido jogar em um clube brasileiro é o nível da Superliga. A seleção brasileira é uma das melhores do mundo, e não é à toa, já que conta com um campeonato muito forte. Eu estou animado para começar uma nova aventura, aprender uma nova forma de jogar voleibol. A cultura do voleibol no Brasil é muito forte e tenho certeza que será uma ótima experiência para a minha carreira. Meu objetivo é sempre jogar em grandes clubes, e eu quero ganhar títulos pelo Sada Cruzeiro”, explicou Sander.

Pelo Praia Clube, duas norte-americanas estarão integrando o elenco atual campeão. A oposta Nicole Fawcett fará a sua segunda temporada na equipe uberlandense. Já a levantadora Carli Lloyd, que tem chegada prevista ao clube para o dia 28, fará sua estreia pelo time atual campeão.

“Estou muito feliz em ficar mais uma temporada no Praia, onde me senti totalmente em casa. Isso faz toda a diferença para o melhor desempenho de uma atleta. Tenho certeza que será uma competição ainda mais difícil do que a última, mas entendo que estamos com um time ainda mais forte e que brigará pelo bicampeonato”, disse Fawcett.

Nova logo

Para lançar esta especial edição, a CBV providenciou um logotipo especial em comemoração aos 25 anos de uma das maiores ligas de voleibol de todo o mundo. Foi elaborada uma nova identidade visual do campeonato e a marca será usada durante toda a temporada. Para o superintendente de Competições de Quadra da entidade, Renato D´Ávila, esta é uma forma de criar uma identificação maior com a temporada. “Sentimos a necessidade de marcar estreia importante data com uma repaginada na nossa logo. Ela ficou mais moderna, porém, sem perder a identidade e a tradição da Superliga”, comentou o dirigente da CBV.
Lançamentos oficiais

Antes dos jogos, o saque inicial foi dado com os lançamentos. Na última quarta-feira (17) aconteceu, em São Paulo, o evento da Superliga Masculina, enquanto o encontro de técnicos e atletas da Superliga Feminina acontecerá no dia 8 de novembro, também na capital paulista.
Jogos do Praia Clube 

Primeiro Turno

13/11 21h30 Pinheiros x Praia
16/11 20h Camboriú x Praia
20/11 19h30 Praia x Curitiba
23/11 20h Brasília x Praia
26/11 19h São Caetano x Praia
14/12 19h30 Praia x Barueri
18/12 20h Fluminense x Praia
21/12 19h30 Osasco x Praia
04/01 19h30 Praia x Minas
08/01 19h30 Bauru x Praia
11/01 20h30 Rio de Janeiro x Praia

Segundo turno
18/01 19h30 Praia x Camboriú
25/01 20h Curitiba x Praia
29/01 19h30 Praia x Brasília
05/02 20h Praia x São Caetano
08/02 19h30 Praia x Bauru
12/02 19h30 Praia x Pinheiros
15/02 19h30 Praia x Fluminense
22/02 19h30 Barueri x Praia
26/02 19h30 Praia x Osasco
08/03 20h Minas x Praia
15/03 Definir Praia x Rio de Janeiro

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