18/10/2018 às 10h12min - Atualizada em 18/10/2018 às 10h12min

Zema segue bem à frente de Anastasia

No Rio, Witzel lidera e em SP Doria e França estão tecnicamente empatados

FOLHAPRESS
Foto: Mariely Dalmônica
A primeira pesquisa Ibope para o segundo turno em Minas Gerais, divulgada ontem, aponta que Romeu Zema (Novo) vence com 66% dos votos válidos contra 34% de Antonio Anastasia (PSDB). No cálculo dos votos válidos, são excluídos os votos brancos, nulos e indecisos. Essa é a forma como a Justiça Eleitoral apura o resultado da eleição.

Considerando todos os votos, Zema tem 57% das intenções de voto e Anastasia, 29%. Brancos e nulos somam 8%. Outros 6% não sabem em quem votar. A pesquisa também apurou a rejeição dos candidatos: 13% não votariam em Zema de modo algum, e 41% rejeitam Anastasia. O tucano é senador e já foi governador de Minas entre 2010 e 2014. Zema é empresário dono de uma rede de lojas e tenta eleição pela primeira vez.

O Ibope ouviu 1.512 eleitores em 94 cidades, entre 15 a 17 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, foi contratada pela TV Globo e registrada no TSE com o número BR-09365/2018. O nível de confiança é de 95%.

RIO
Já no Rio de Janeiro, o ex-juiz Wilson Witzel (PSC) aparece está à frende de Eduardo Paes (DEM) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, também no primeiro levantamento do Ibope naquele estado. Witzel conta com 60% dos votos válidos, enquanto Paes, ex-prefeito da capital, tem 40% das intenções de voto. A contagem exclui os brancos, nulos e indecisos, assim como a Justiça Eleitoral faz no dia da eleição.

O resultado confirma a ascensão surpresa de Witzel, que chegou ao segundo turno à frente de Eduardo Paes, com 41,28% dos votos válidos, frente a 19,58% do ex-prefeito. O candidato do DEM liderou as pesquisas de intenção de voto em todo o primeiro turno. Na última pesquisa Datafolha anterior à votação, Paes tinha 27% das intenções de votos válidos, enquanto Witzel empatava com Romário (Pode) com 17%.

A arrancada do ex-juiz coincidiu com o apoio do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) à sua campanha. Em debate na manhã de ontem, Paes buscou disputar com Witzel a proximidade com Jair Bolsonaro, que, diferentemente do filho, decidiu permanecer neutro na disputa estadual. A sondagem do Ibope ouviu 1.512 eleitores em 43 municípios, entre os dias 15 e 17 de outubro. A margem de erro da pesquisa, contratada pela TV Globo e Editora Globo, é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o levantamento tem o registro BR-01312/2018 no (TSE) Tribunal Superior Eleitoral. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.
 
SÃO PAULO
No levantamento em São Paulo, João Doria (PSDB) aparece tecnicamente empatado com governador Márcio França (PSB). O ex-prefeito conta com 52% dos votos válidos, enquanto o pessebista tem o apoio de 48% dos entrevistados para a pesquisa divulgada ontem. A margem de erro é de três pontos.

A contagem, que exclui os brancos, nulos e indecisos como a Justiça Eleitoral faz no dia da eleição, confirma o acirramento da disputa entre Doria e França. No primeiro turno, Doria teve 31,77% dos votos e França, 21,53%.
Doria tem 46% dos votos totais e França, 42%. Eleitores que declararam a intenção de votar em branco ou nulo são 10%, enquanto 2% não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. A rejeição do ex-prefeito chegou a 32% de eleitores, que disseram que não votariam nele de jeito algum. No caso de França, 20% afirmaram que não o escolheriam.

Doria tem apostado na construção do voto Bolsodoria e tem acenado continuamente para o eleitorado de Jair Bolsonaro (PSL). Ele tenta tirar proveito da onda conservadora que turbinou as votações dos candidatos Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, e Wilson Witzel (PSC), no Rio de Janeiro.

No entanto, Doria não tem recebido contrapartida enfática de Bolsonaro. O tucano viajou ao Rio de Janeiro para se encontrar com o presidenciável e gravar vídeos, mas não foi recebido por ele. Um dos mais conhecidos membros da cúpula de Bolsonaro, Major Olímpio (PSL) declarou voto em França.

Doria, desde antes do início oficial da campanha, tenta colar em França o rótulo de esquerdista e exibiu comerciais na TV em que o pessebista, um dos fiadores das alianças que garantiram a eleição do tucano à Prefeitura, aparece ao lado de Lula.

Já França tem feito referências contínuas ao fato de Doria ter deixado a Prefeitura de São Paulo antes do fim do mandato para concorrer às eleições. O atual governador tem também destacado que Doria não foi leal a Geraldo Alckmin (PSDB) ao se aproximar de Bolsonaro ainda no primeiro turno, quando o presidenciável tucano ainda tentava encorpar a candidatura para chegar ao segundo turno.

No segundo turno, França conseguiu o apoio de Paulo Skaf (MDB) e do Major Costa e Silva (DC), ambos concorrentes ao governo do estado no primeiro turno. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e o nível de confiança utilizado é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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