03/10/2018 às 07h58min - Atualizada em 03/10/2018 às 07h58min

Trajetória dos 44 anos do Ilê Ayiê é contata em ocupação em Sampa

DA REDAÇÃO
Há 44 anos o Ilê Aiyê combate o racismo e o silenciamento dos negros | Foto: André Seiti/Divulgação
O Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil e atração consagrada do Carnaval de Salvador, é, antes de mais nada, um grito de resistência do povo negro que ecoa já há 44 anos. O grupo é atração da 42ª exposição da série de Ocupações, promovida pelo Instituto Itaú Cultural, que abre hoje fica em cartaz até 6 de janeiro de 2019 na sede do Instituto (Av. Paulista, 149, São Paulo), com entrada franca.

A agremiação nasceu para combater o racismo e o silenciamento dos negros que eram recusados no circuito oficial do Carnaval baiano. Foi classificado de racista por não aceitar brancos e até hoje mantêm o preceito de desfilar apenas com negros e continuam questionando o racismo e o emudecimento dos negros na sociedade brasileira.

Quatro cores definem cada um dos eixos principais da Ocupação Ilê Aiyê. Primeiro, a cor preta, da pele e da história dos homenageados. Em seguida, a vermelha representando o sangue derramado na luta pela libertação. Depois, vem a amarela, símbolo da riqueza cultural e da beleza negra. Encerra com a cor branca, da paz e da cura. Todas elas estão representadas na sua identidade visual, desenhada pelo artista Jota Cunha: uma máscara africana com quatro búzios abertos formando uma cruz na testa. O autor a chamou de perfil azeviche.

Além da mostra, a Ocupação Ilê Aiyê é composta de site, publicação impressa e programação em sinergia com o tema. Ferramentas de acessibilidade permeiam o espaço expositivo. Durante toda a exposição, no instituto haverá oficinas e outras atividades.
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