07/08/2018 às 07h59min - Atualizada em 07/08/2018 às 07h59min

Marcio Lacerda consegue apoio do MDB e mantém sua candidatura

FOLHAPRESS
Foto: Divulgação
Mesmo com a candidatura incerta e dependendo de decisões judiciais, Marcio Lacerda (PSB) conseguiu atrair o apoio do MDB em Minas. A chapa conta ainda com PV, PRB, Pros e Podemos, o que garante bom tempo de TV.
O PSB, porém, está rachado no estado e a ala contrária a Lacerda, alinhada à direção nacional, definiu apoio à reeleição do governador Fernando Pimentel (PT). Em convenção nacional no domingo (5), o PSB anulou a candidatura de Lacerda aprovada em Minas um dia antes.

O assunto deve ser resolvido na Justiça. Lacerda diz estar amparado em uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Minas que valida a convenção que aprovou seu nome e, portanto, irá registrar a candidatura. Porém outra decisão, referente a uma segunda ação, dessa vez do Tribunal Superior Eleitoral, vai no sentido contrário. O PSB nacional argumenta ainda que, pelas suas normas, tem a decisão final sobre as candidaturas estaduais. Na composição de Lacerda, o deputado estadual Adalclever Lopes (MDB) ocupa o posto de candidato a vice. O deputado federal Jaime Martins (Pros) será o nome para o Senado.

Já entre os petistas, a deputada federal Jô Morais (PCdoB) é candidata a vice e o PSB pode ter um dos nomes ao Senado. A outra vaga é da ex-presidente Dilma Rousseff. A decisão do MDB, de apoiar Lacerda, é um revés para Pimentel, que trabalhava para atrair os emedebistas. Alguns deputados federais do MDB, também ficaram contrariados, pois defendiam o PT como melhor opção para eleger um grande número de deputados.

"Estamos entrando numa canoa judicializada. Acho muito difícil Marcio ser candidato", disse o deputado federal Fábio Ramalho (MDB-MG).
O PSB retirou a candidatura de Lacerda para cumprir um acordo com o PT, que teve o objetivo de isolar Ciro Gomes (PDT). Lacerda, porém, resiste e levou a questão para a Justiça. O candidato quer manter-se na disputa mesmo após o PSB ter anulado sua candidatura em convenção nacional.

O principal impasse para a manutenção da aliança PT-MDB que elegeu Pimentel em 2014 foi a candidatura de Dilma ao Senado. A ex-presidente se recusou a fechar aliança com o partido de Michel Temer e dividir o palanque com deputados que votaram pelo impeachment.

Pimentel defendia a aliança com os emedebistas para manter seu apoio na Assembleia. O MDB esteve perto de fechar com o PT e teve uma ata pronta nesse sentido, mas houve uma mudança de decisão no último momento.
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