26/07/2018 às 07h48min - Atualizada em 26/07/2018 às 07h48min

Encontro reúne 169 bateristas na área externa do Municipal

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
João Pedro Gonçalves, 5 anos, segurava as baquetas no colo do pai, Frederico Gonçalves e estava louco para voltar à sua bateria,uma entre as 169 na arena montada na área externa do Teatro Municipal de Uberlândia na noite de terça-feira (24).

Menos de uma hora se passou até que - depois de belas performances de Venosa, Eduardo Cubano (Cuba), Maurício Leite (SP)  e BR Blues Band - Maurício Ricardo e grupo Tabinha abriram a noite com os 169 bateristas tocando “We will rock you”. O chão tremeu no Municipal. “Eu não toco nada ms sou um grande fã de músia e percebi que a bateria  ajuda o João na sua vida social, na escola,  na cordenação motora”, disse Frederico.
Fã de Kiss, Ramones e AC/DC, João estava ansioso por uma música:“It´s my life”, do Bon Jovi. “Essa vai ser a mais legal de tocar hoje”.


      João Pedro Gonçalves, 5 anos com o pai, Frederico, durante o show de terça | Foto: Adreana Oliveira

 Ronaldo Castro no ano passado foi espectador e desta vez, ele, que é baterista, foi empresário e atualmente é professor na UFU, resolvei reforçar o time de bateristas no Encontro. “Isso é fantástico, uma iniciativa maravilhosa. Toco desde 1986 e apartir de 1987 já me apresentava em bares tradicionais da cidade. Com o passar do tempo mudei de ramo mas nunca deixei a bateria de lado”, afrimou ele que já fez parte do Tâmisa e também do trio Tchana/Alex/Ronaldo, que antecedeu a banda uberlandense de rock.

Eram muitos. Homens, mulheres e crianças de todas as idades emocionaram os vocalistas da noite. Para a DJ Thascya, que pela primeira vez participou de um projeto deste porte, a noite foi incrível. Ela fez um pout-pourri com “Beat it” e “Don´t stop believin” com participação da cantora Daniela Alvis e do baixista Gustavo Solis. “Eu me arrepiava o tempo todo, fiquei muito feliz de participar desse encontro”, afirmou a DJ.
Segundo o idealizador do evento, Alex Mororó, o formato com DJ, banda e os 169 bateristas é um formato inédito. “Pesquisei e vi que ninguém havia feito isso”, disse ele que em alguns momentos tentava controlar a euforia dos bateristas. “Pessoal, a música já acabou, não viram o sinal do maestro?”, disse ele após a execução de “Seven Nation Army” (White Stripes”, que contou com a Banda Municipal de Uberlândia. “Baterista fecha o olho e vai...a músia acaba ele nem percebe”, brincou Mororó.

E o Encontro foi inspirador. A jovem Déborah Ellen, 14 anos, integrante do grupo de percussão da Politriz, que participou de “Believer”, com Hugo Barata nos vocais, afiram que a percussão traz felicidade pra sua vida. “E ainda tenho um sonho: vou ser baterista”, disse.

Centenas de pessoas, de diferentes perfis, prestigiram o evento e pela reação deles, foram para casa bem felizes.
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