11/07/2018 às 07h39min - Atualizada em 11/07/2018 às 07h39min

As riquezas da música brasileira

Vitor e Diogo Luna, do som D’Luna, lançaram álbum totalmente autoral

IGOR MARTINS | REPÓRTER*

Irmãos e músicos, Diogo e Vitor formam o duo de MPB, soul, funk e baião Som D'Luna (Pablo Lacerda/Divulgação)
É bem verdade que o relacionamento entre irmãos proporciona momentos de amor, apoio, carinho, ciúmes, desavenças, brincadeiras e cumplicidade. A relação entre os gêmeos de 27 anos Vitor e Diogo Luna, naturais de João Pessoa, na Paraíba, foi essencial no lançamento do álbum da dupla, o “Nesse Trem”, disponível em mídia física e nas plataformas digitais.

O relacionamento próximo dos gêmeos Diogo e Vitor foi muito importante para que ambos criassem a própria banda, que hoje trabalha com músicas autorais, o Som D’Luna. O companheirismo dos paraibanos contribuiu também para a gravação de um EP, após uma experiência musical em Portugal. “Nós sempre fizemos praticamente tudo juntos. Estudávamos na mesma escola, passamos para o mesmo curso na faculdade. Hoje estamos juntos com a banda”, disseram os músicos.

Com cerca de sete anos no ramo profissional, Diogo Luna afirmou que a música está presente na vida cotidiana dos irmãos desde os 11 anos de idade, época em que ganharam os seus primeiros violões. “Começamos como ‘Vitor & Diogo’, o que acabou gerando certa confusão. O pessoal achava que a gente tocava sertanejo, que não é o que a gente faz”, brincou Diogo, deixando claro que respeita o estilo musical e quem o toca.
Seu irmão, Vitor, disse que o incentivo da família, especialmente o do pai, foi fundamental para o desenvolvimento musical dos gêmeos. “Meu pai já chegou para nós dizendo para pararmos de fazer algo e focar na música, tentar tocar um arranjo. Isto, para o Diogo e eu, foi muito importante. É algo difícil de se achar nos dias atuais”, afirmou.

Apaixonado por histórias em quadrinhos, Diogo Luna disse que grande parte de suas influências na música são artistas do Nordeste. O pai dos gêmeos, por exemplo, gosta muito de Zé Ramalho, que assim como como os irmãos, é natural da Paraíba. “Sempre ouvimos muito o Zé [Ramalho] por causa dele [meu pai]. Além disso, somos apaixonados por Djavan, que é de Alagoas, e Lenine, que é de Pernambuco. O João Bosco também foi uma grande influência na criação da nossa música”, finalizou.

NESSE TREM

Produzido no estúdio Gota Sonora, em João Pessoa, o “Nesse Trem” leva uma grande variedade de estilos musicais. O MPB, o baião, funk e soul estão presentes nas 11 faixas do CD, que foi lançado em março de 2018. O disco conta com a direção geral de Jader Finamore (Os Fulano), mixagem de Renato Oliveira e arranjos de Vitor e Diogo Luna, assim como de Ítalo Viana. Fazem parte do álbum também os bateristas Thiago Jorge, Herbert José e Gilson Machado, os tecladistas Uaná Barreto e Renato Oliveira, o percussionista Luccas Martins, além do saxofonista Joab Andrade, o trompetista Emanoel Barros, o trombonista Sabiano Araújo, o violoncelista Tom Drummond, o flautista Renan Rezende e o clarinetista Thompson Moura.

“É o disco dos sonhos”, disse Diogo Luna. Para o paraibano, levar grandes nomes da música brasileira para o estúdio e tocar arranjos que os irmãos criaram é a realização de um sonho.
Para Vitor, o álbum tem como principal objetivo mostrar ao público a relação entre os irmãos por meio das sonoridades que os fizeram chegar a decisão de viver da música. “O CD fala sobre a vida, sobre o que faz a gente acordar todos os dias, o que nos motiva”, finalizou.

Perguntados sobre a possibilidade de um show em Uberlândia, os irmãos afirmaram que a vinda ao Triângulo Mineiro seria um sonho e deixam o futuro em aberto. “Gostaríamos muito [de ir a Uberlândia]. Queremos chegar a todos os lugares que também queiram receber nosso trabalho. Vamos fazer que isso aconteça.”

Discografia

EP
“Secura” (2014)

CD
“Nesse Trem” (2018)

*Aprimoramento Profissional

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