23/04/2018 às 19h04min - Atualizada em 23/04/2018 às 19h04min

Em 10 anos, Praia vai de estreia modesta a troféu

Título nacional conquistado no domingo coroa projeto iniciado em 2008

ÉDER SOARES | REPÓRTER
Jogadoras do Praia desfilaram em carro dos bombeiros após título conquistado em Uberlândia | Foto: Raphael Oliveira/Divulgação

Demorou dez temporadas para que o Dentil/Praia Clube conquistasse seu maior objetivo, o de se tornar campeão da Superliga Feminina de Vôlei. Quando o time praiano bateu o poderoso Sesc Rio do técnico Bernardinho, na manhã do último domingo (22), na Arena Sabiazinho, fez-se justiça a um projeto iniciado na temporada 2008/2009, quando a equipe uberlandense estreou na principal competição do voleibol nacional.

Na época, com uma equipe operária e vinda do título na Liga Nacional (Segunda Divisão), o clube terminou a temporada como nono colocado, não conseguindo a classificação para os playoffs. Em 2009/2010, veio o sétimo lugar e a passagem para as quartas de final pela primeira vez. Crescendo temporada a temporada, o clube decidiu, em 2014/2015, trocar o comando técnico. Saiu Spencer Lee, que estava desde 2008 no clube, para a chegada de Ricardo Picinin, que veio do Minas Tênis Clube.

Com o novo comandante, o time repetiu a quinta colocação dos dois anos anteriores. Já na temporada seguinte (2015/2016), a equipe chegou à sua primeira final, sendo batida, em final única, justamente pelo Rio de Janeiro de Bernardinho. Em 2016/2017, ainda com Picinin no comando, o Praia foi eliminado nas semifinais pelo Osasco (SP), retardando um pouco o sonho do título brasileiro.

Com maiores investimentos para a atual edição da Superliga, o clube contratou o técnico Paulo Coco, auxiliar e braço direito do técnico tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, na Seleção Brasileira feminina. Ao lado do novo comandante, vieram jogadoras de renome internacional como a ponteira campeã olímpica Fernanda Garay e a oposta norte-americana Nicole Fawcett, campeã mundial pela seleção dos Estados Unidos.

COMEÇO DIFÍCIL

Logo na primeira competição da temporada, o Praia Clube foi derrotado, em casa, pelo seu arquirrival, Minas Tênis Clube, na final do Campeonato Mineiro. Apesar do revés, a situação não abateu o grupo praiano. Na Superliga, a equipe realizou campanha impecável na fase classificatória, com apenas uma derrota em 22 jogos. Nas quartas de final, eliminou o Bauru (SP) da oposta Tiffany, por 2 jogos a zero, depois travando uma batalha ante o rival Osasco (SP), de Tandara, vencendo a série melhor de cinco por 3 a 2.

Para terminar a história com final feliz, era preciso passar ainda pelo Sesc Rio de Bernardinho. Depois de perder no Rio de Janeiro por 3 sets a 1, a equipe, liderada dentro de quadra pela central bicampeã olímpica Fabiana, deu a volta por cima, em Uberlândia, vencendo de forma contundente por 3 sets a 0 na melhor de cinco sets, e fazendo 25 a 18 no Golden Set.
 
Temporadas Praia Clube na Superliga Feminina
 
2008/2009: 9º lugar
2009/2010: 7º lugar
2010/2011: 7º lugar
2011/2012: 6º lugar
2012/2013: 5º lugar
2013/2014: 5º lugar
2014/2015: 5º lugar
2015/2016: 2º lugar
2016/2017: 3º lugar
2017/2018: 1º lugar
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