10/04/2018 às 17h13min - Atualizada em 10/04/2018 às 17h13min

Experiência e fator casa estão em jogo com Dentil/Praia e Rio

Na fase classificatória houve uma vitória para cada lado, com o visitante sempre levando vantagem

ÉDER SOARES | REPÓRTER

Dentil/Praia Clube e Sesc Rio chegam para as duas partidas finais da Superliga Feminina de Vôlei com campanhas muito idênticas. Os números deixam claro que o favoritismo estará de lado, apesar de o Praia ter a vantagem de jogar o segundo duelo em Uberlândia e diante de sua torcida. Mas uma reflexão para estes dias de expectativa: será que o fator casa será determinante para decidir o campeão? Ainda mais a partida sendo realizada em um espaço novo à equipe, na Arena Sabiazinho. E mais. Ambas as equipes contam em seus elencos com atletas experientes, inclusive campeãs olímpicas.
 
“O título será decidido a favor de quem estiver mais concentrado e confiante. As campanhas servem como parâmetro, mas o momento de cada um dentro dos jogos é que vai decidir. Qualidade e potencial ambos têm para vencer”, disse o técnico do Praia, Paulo Coco.
 
O Praia realizou 29 partidas ao longo da competição e sofreu três derrotas, uma delas para o próprio Rio no segundo turno da fase classificatória. Já as cariocas, que fizeram dois jogos a menos em função dos 3 jogos a 0 aplicados sobre o Minas Tênis nas semifinais, perderam apenas dois duelos, sendo um deles o surpreendente 3 sets a 0, em casa, para o time praiano no primeiro turno.
 
OPINIÃO
 
Um dos comentaristas de vôlei dos canais Bandports, Cacá Bizzocchi, que também foi treinador de equipes da Superliga e membro da Seleção Brasileira, acredita que os números anteriores, neste momento, são relativos e que dentro dos dois jogos finais vencerá a equipe mais equilibrada emocionalmente e que errar menos. Ele não acredita que o fator casa decidirá o título.
 
“As equipes são fortes, experientes e contam com treinadores estrategistas. O Bernardinho nem é preciso falar muito, pois todos o conhecem. O Paulo Coco é o braço direito de José Roberto Guimarães há vários anos e também tem uma capacidade incrível de conduzir o elenco do Praia. Vai depender muito do equilíbrio emocional das atletas. Vencerá que for mais frio neste momento. O fato de jogar diante da torcida não creio que seja determinante, pois os dois times têm jogadores acostumadas a estes momentos e dificilmente sentirão esta questão”, disse Cacá.
 
CONFRONTOS
 
A levantadora Claudinha foi uma das atletas praianas na final da temporada 2015/2016, quando o Rio acabou levando a melhor. Três anos depois ela garante que o Praia é uma equipe bem mais madura para uma decisão. “Naquele ano nem esperávamos ter chegado na decisão, mas aconteceu e tivemos até chances de vencer sermos campeãs, mas não era a hora. Acho que agora é tudo diferente. Nossa equipe é mais madura, com jogadoras mais acostumadas a decisões e sabemos que isso é muito importante. Vamos com tudo para estes dois jogos”.
 
QUADRO FINAIS

O primeiro jogo da final entre Praia e Sesc Rio será neste domingo (15), às 10h, na Arena Carioca. A partida de volta está marcada para a Arena Sabiazinho, no dia 22 (domingo), às 9h10. Se cada umas das equipes vencer uma partida, a decisão do título será definida no Golden Set, ou set de desempate.
 
SERVIÇO
 
Os ingressos para as duas partidas entre Sesc Rio e Praia Clube pela decisão da Superliga Feminina estão sendo vendidos pela internet (www.tudus.com.br), e custam R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia).
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