25/02/2018 às 05h17min - Atualizada em 25/02/2018 às 05h17min

Expectativa é que vagas em concursos dobrem

ANA LUIZA TIEGHI E ANNA RANGEL | FOLHAPRESS

Neste ano, 162 mil vagas deverão ser abertas em concursos públicos no país, segundo cálculo da Anpac (Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos).

O número é mais do que o dobro das 79 mil disponibilizadas em 2017 -quando a associação previu 89 mil postos- e bem mais do que as 100 mil ofertadas em 2016.

Para fazer a estimativa, a Anpac considera a liberação de verba orçamentária para concursos, o deficit de servidores, além de aposentadorias, mortes e exonerações.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse em outubro de 2017 que mais de R$ 600 milhões seriam destinados no Orçamento para a realização de concursos. Ainda segundo o ministro, em 2016 e 2017 só seleções urgentes foram liberadas.

"Esperamos que as vagas represadas comecem a aparecer", diz Gabriel Henrique Pinto, advogado e diretor da Central de Concursos.

Segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, por exemplo, faltam mais de 12 mil funcionários na instituição.

Hélio Teixeira, pesquisador de gestão pública e professor da FEA-USP, não acredita que haverá uma retomada dos editais já neste ano. "Há uma tendência a ter menos vagas devido ao problema fiscal do país. A despesa pública vai ser comprimida em todas as áreas", diz.

A reposição de cargos vagos é o principal gerador de vagas, uma vez que a criação de novos postos para servidores é pequena. "Não vemos a criação de cargos de forma massiva desde o final do governo Lula", diz o diretor da Central de Concursos.

A pasta do Planejamento calcula que 40% dos servidores devem se aposentar até 2027, o que significa 216 mil cargos públicos que poderão ser repostos. Para a Anpac, muitas aposentadorias podem ser antecipadas, para evitar possíveis novas regras da Previdência.
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