03/11/2017 às 19h32min - Atualizada em 03/11/2017 às 19h32min

Cresce procura por intercâmbio internacional

LAURA FERNANDES | APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
Thiago Resende diz que maior interesse é por pacotes de até um mês / Foto: Arquivo Pessoal

 

O interesse por intercâmbios fora do Brasil tem aumentado. Pesquisa realizada neste ano pela Associação das Agências de Intercâmbio (Belta) apontou crescimento de 12% no número de interessados em passar uma temporada fora do País em 2016. E quando a experiência envolve pacotes com duração de até três meses os dados são ainda mais expressivos: aumento de até 68,5%.

Em Uberlândia, conforme agências ouvidas pela reportagem, o interesse pelos pacotes de intercâmbio neste ano, independentemente do tempo de duração, teve crescimento de até 30% comparado ao ano passado, valor semelhante no que se refere aos pacotes com menor intervalo de tempo, que têm duração de uma a quatro semanas.

Canadá é a opção de maior interesse dos clientes, seguido dos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália.

Diretor de uma agência de intercâmbio em Uberlândia, Thiago Resende acredita que os fatores econômicos têm contribuído para o aumento da procura pelo intercâmbio. “Há cerca de um ano o dólar está estável e isso deixa as pessoas mais confortáveis para fechar o intercâmbio, porque sabem exatamente quanto vão gastar e conseguem se planejar”, explica ele.

Resende afirma que em sua empresa os perfis mais interessados na temporada fora do Brasil são pessoas com idades entre 11 a 18 anos e entre 20 e 30 anos. Ele explica que cerca de 80% dos pacotes da empresa são de curta duração, e que os clientes têm preferência por esse serviço. “O pessoal aproveita o período de férias para obter essa experiência. Como não podem ficar mais tempo, optam pelo pacote de até um mês”, afirma.

Ainda segundo Resende, um intercâmbio para adolescentes (grupo com guia e passagens inclusas) com duração de três semanas no Canadá custa a partir de R$ 13 mil. Já um intercâmbio para os Estados Unidos com duração de um ano pode custar a partir de R$ 28 mil (sem as passagens).

Fabiana Gadoardi, também é sócia de uma agência de intercâmbio em Uberlândia e conta que neste ano a empresa obteve um aumento de interesse na atividade de cerca de 15% em relação ao ano passado.

De acordo com ela, 40% das pessoas que procuram o serviço têm mais de 25 anos e, normalmente, o procuram para capacitação profissional. “O inglês hoje deixou de ser um diferencial, é uma obrigação, por isso muitas pessoas procuram nessa faixa etária”, disse.

A empresária explica que todos os pacotes disponibilizados pela empresa associam cultura e educação, e que a viagem proporciona, além do aprendizado de outra língua, também a “possibilidade de novas culturas e experiência prática”.

 

VALORES

Ainda conforme os dados da pesquisa encomendada pela Belta, o mercado de intercâmbio movimentou no ano passado 2 bilhões de dólares. A mesma pesquisa indica que o brasileiro passou a investir em média US$ 8.902, o que daria aproximadamente R$ 28 mil, em uma viagem educacional, 82% a mais que em 2015.

De acordo com os novos dados: os cursos de idioma se mantêm em primeiro lugar, mas houve algumas mudanças: curso de idioma com trabalho temporário subiu da 4ª para a 2ª posição, high school passou de 2º para 5º e graduação foi do 12º para o 10ª lugar.


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