22/09/2017 às 05h53min - Atualizada em 22/09/2017 às 05h53min

Um espetáculo para o jovem sem estereótipo

Coreógrafa Violetta Penna traz trabalho colaborativo para a praça

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
“nomeiodeparacom” é atração da Mostra Profissional / Foto: Fernanda Abdo/Divulgação

 

O Festival de Dança do Triângulo – (sobre)vivências em Dança segue hoje com programação no Teatro Municipal de Uberlândia e na praça Tubal Vilela. A Mostra Profissional de hoje traz de Belo Horizonte a companhia de Violeta Penna com e espetáculo “nomeiodeparacom”, fruto de muitos anos de pesquisa com e para os jovens da periferia, área em que Violeta escolheu se dedicar. “Buscamos um caminho de diálogo não só levar para eles nossa visão como compartilhar da visão deles, é uma troca e temos toda a diversidade que eles trazem pra gente”, disse a bailarina e coreógrafa.

Violeta Penna faz questão de valorizar o trabalho coletivo que resultou neste espetáculo que teve a orientação de Tuca Pinheiro, bailarino, coreografo diretor cênico e pesquisador de dança contemporânea. “Foi muito especial ter a visão dele neste espetáculo, mostra a força de um processo coletivo de criação”, disse Violeta que já se apresentou em edições anteriores do Festival de Dança do Triângulo como bailarina em diferentes companhias.

Ela explica que o mais rico no processo de concepção de “nomeiodeparacom” foi a percepção de que no meio dessa juventude que muitos insistem em colocar em um único balaio existem as particularidades e evitar estereotipar o jovem ajudaria nesse processo. “Muitas coisas são ditas sobre esta época da vida, mas será que todas elas são verdades? Será que todo jovem é problemático e está em crise?”, questiona.

Em sua pesquisa ela buscou saber como eles estão com suas famílias, como estão lidando com a tecnologia e como vivem o seu dia a dia. “Talvez não existe uma verdade sobre os jovens, existem várias e diferentes verdades e nessa relação com a dança eles nos surpreendem de forma positiva. É preciso que as pessoas entendam que não é preciso haver uma grande explicação para tudo e a generalização da juventude não é real quando se constrói uma relação com ela”, comenta a coreógrafa.

Em projetos como este, por meio de várias oficinas, a dança leva aos jovens um leque de novas possibilidades. Um dos destaques nesses trabalhos foi o jovem Johnny Cezar que começou como aluno das oficinas e integra o corpo de bailarinos de “nomeiodeparacom”. Afinal, a premissa do espetáculo está na reunião de artistas do cenário de dança de Belo Horizonte no interesse de pesquisar uma linguagem cênica e corporal que fosse de encontro com o universo jovem. Artistas com diferentes formações e idades e o trabalho reflete esta diversidade.

Desde 2005 Violeta Penna pesquisa as manifestações e expressões artísticas na juventude. Da formação para a criação foram anos amadurecendo a proposta até encontrar os artistas que toparam a ideia.

Além de “nomeiodeparacom” na Mostra Profissional hoje tem intervenção de Fabiana Garcez, “Corpo Imaginário”, no foyer do Teatro Municipal e apresentações da Mostra Amadora no palco interno. A entrada é franca e os convites podem ser retirados a partir das 12h na bilheteria do teatro.

 

SERVIÇO

O QUE: Festival de Dança do Triângulo – (sobre) vivências em Dança

QUANDO: hoje, a partir das 17h

ONDE: Teatro Municipal de Uberlândia (Av. Rondon Pacheco, 7.070, Tibery)

ENTRADA FRANCA: convites devem ser retirados na bilheteria do teatro a partir das 12h

 

ATRAÇÕES

19h30 Apresentação da Mostra Profissional – Violeta Vaz Penna com "nomeiodeparacom" (Praça Tubal Vilela)

20h Intervenção Fabiana Garcez (UFU) - "Corpo Imaginário" (foyer)

20h30 - Apresentação da Mostra Amadora (palco)

INFORMAÇÕES: 3235-1568

 

FICHA TÉCNICA

Criadores: Gabriel Felippe, Johnny Cezar, Joana Wanner, Joelma Barros e Violeta Penna

Bailarinos: Johnny Cezar, Joana Wanner, Joelma Barros, Violeta Penna e Wallison Culu

Concepção: Violeta Penna

Orientador: Tuca Pinheiro

Produção: QuinTao Produções

Iluminação: Ricardo Cavalcanti

Trilha sonora: Cristian Tunes

Técnico: Ricardo Ulpiano

Concepção de figurino e objetos cênicos: coletivo

Operação de som: Emerson Guilherme


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