19/07/2017 às 05h10min - Atualizada em 19/07/2017 às 05h10min

Parede vira tela para Suze Vilas Bôas

Em 'Entre Linhas' artista traz uma arte que ficará somente na memória de quem prestigiar a exposição

LETÍCIA PETRUCCELLI | APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
Suze Vilas Bôas demorou cerca de 20 horas para produzir “Entre Linhas”, que deixará de existir no fim da exposição / Foto: Letícia Petruccelli

 

Mês a mês estreiam novas exposições e quando saem de cartaz a lembrança daquela arte fica com quem adquiriu alguma obra ou com o próprio artista que guarda as peças. Mas sexta-feira feira (14) foi inaugurada uma nova mostra, cujas recordações vão ficar guardadas apenas na mente, registrados no momento da visita. Trata-se da de “Entre linhas” da artista Suze Vilas Bôas.

A artista dispensou as telas e fez a exposição na própria parede da sala de experimentos visuais da Casa da Cultura, que fica em cartaz até o dia 9 de agosto. “A exposição foi feita como se fosse um grafite. Quando a exibição for encerrada, a sala será pintada com tinha branca”, conta Suze. “Não ganhei um centavo para a exposição. Mas essa foi a arte que mais gostei de fazer”, diz a artista. Ainda de acordo com a ela, o que esta exposição deixa de lembrança é o fluir do sentimento gerado pela arte. “Eu acredito que a exposição marca cada um, pois assim como em nossa vida tudo é passageiro, e muitas coisas não voltam. Essa arte também é passageira”, diz.

Suze revela que durante a visitação, cada pessoa enxerga nos traços um desenho diferente. “Alguns veem desenhos que não pensei em fazer, e que geram na pessoa sentimentos. Isso é a arte, mesmo que seja de passagem”, expressa Suze.

Linhas que se cruzam se movimentam, se contorcem. Saem de um ponto ao outro, dos espaços vazios, do emaranhado de pontos, do silêncio, da parede em branco, entrelaçando. A vida começa por fio, nasce das entrelinhas, e quando menos se espera, ganham forma, ganham vida, uma nova oportunidade de serem vistas. Este é modo de ver da artista, e de onde veio a inspiração, que foi surgindo no momento da pintura, fazendo com que cada linha se encontre formando algo novo. “Sempre gostei de trabalhar com linhas, e eu tive tema livre para esta exposição”, diz a artista. “Primeiro eu fiz uma linha em cada parede, é como se as linhas fossem me guiando”, relata Suze.

A artista, que já fez outras exposições, e pela primeira vez envereda por esse trabalho temporário, que só pode ser apreciado durante a exibição. A arte foi feita em 20 horas ao longo da semana anterior a estreia.

 

SERVIÇO

O QUE: Exposição “Entre Linhas”

QUEM: Suze Vilas Bôas

ONDE: Sala de experimentos visuais da Casa da Cultura,(Praça Coronel Carneiro, 89 – Fundinho)

QUANDO: Até o dia 9 de agosto. Visitas podem ser feitas de segunda a sexta das 12h às 18h.

ENTRADA FRANCA

INFORMAÇÕES: 3255-8252

 

ELAINE CORSI

Exposição “As cores que habitam em mim” traz xilogravuras coloridas

A exposição “As cores que habitam em mim” da artista Elaine Corsi, apresenta ao público uma proposta diferente composta por 11 peças. O novo são as obras coloridas de xilogravuras, que normalmente são produzidas em preto e branco. A artista conta que essa é a primeira experiência marcante com as cores. “Durante a pós-graduação fiz algumas peças com cores, mas nada parecido com o que está em cartaz”, diz.

As cores realçadas nas obras são tonalidades fortes, marcantes, que de acordo com a artista, são cores pertencentes a ela. “O nome da exposição é justamente por isso, as cores escolhidas habitam em mim. Mas que eu ainda não tinha colocado para fora. São cores que as pessoas não viam”, conta Elaine, que escolheu cores primárias e quentes para destacar as obras. 

Ainda de acordo com a artista, não é fácil trabalhar com xilogravuras coloridas. “Para fazer xilogravuras com cores é preciso ter paciência, pois tem que gravar mais de uma vez até ficarem com as cores desejadas”, relata Elaine. 

As peças mostram a figura feminina, com foco na mulher negra. Elaine Corsi diz que sempre gostou de trabalhar a figura do ser humano nas obras. “Desta vez escolhi mostrar a figura da mulher, com foco na mulher negra, pois tenho visto um retrocesso dos direitos femininos”, relata Elaine. “Toda a curadoria foi feita em cima do ser humano, as escolhas das obras para a exposição foram feitas nesta temática”, conta Elaine.

 

SERVIÇO

O QUE: Exposição “As cores que habitam em mim”

QUEM: Elaine Corsi

ONDE: Galeria de Arte Geraldo Queiroz da Casa da Cultura (Praça Coronel Carneiro, 89 – Fundinho)

QUANDO: Até o dia 9 de agosto. Horário de visitação é das 12h às 18h de segunda a sexta.

ENTRADA FRANCA

INFORMAÇÕES: 3255-8252


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