14/06/2017 às 05h59min - Atualizada em 14/06/2017 às 05h59min

Halterofilistas paralímpicas mostram a força da mulher no esporte

Atletas provam que levantamento de peso não é uma questão de gênero

EDER SOARES | REPÓRTER
Parte da equipe de halterofilismo paralímpico da CDDU/Futel / Foto: Eder Soares

 

O esporte está cheio de exemplos de superação, pessoas que todos os dias precisam lidar contra obstáculos, estes muitas das vezes considerados impossíveis de serem transpostos pela maior parte das pessoas. Na equipe de halterofilismo paralímpico da CDDU/Futel 11 casos de atletas mulheres provando que não há limites para elas. Em meio a um esporte pesado e considerado por muitos como restrito aos homens, elas esbanjam simpatia e dedicação em treinos puxados que acontecem todos os dias da semana na Arena Sabiazinho, atual casa do esporte pesado paraolímpico em Uberlândia.

No halterofilismo há quatro anos, Audeliana Nhemmer, de 30 anos, começou com mero intuito de perder peso, mas depois dos 15kg deixados do lado de fora da balança, ela se apaixonou pelo esporte e sequer cogita a possibilidade de mudar o que está fazendo. “Meu medo era ficar muito musculosa, mas as coisas não eram bem como eu pensava. Às vezes ouvia alguns falando que halterofilismo era esporte de homem, mas não tem nada a ver. Hoje tenho amigas que me admiram muito”, disse Audeliana, que compete na categoria até 73kg.

Camila Pilares, de 26 anos, compete na categoria até 55 kg. Ela decidiu entrar para o halterofilismo há cinco anos. Para não ficar em casa e continuar ganhando peso, ela decidiu procurar um esporte e encontrou no levantamento de peso o que precisava para dar um salto na vida em termos de saúde, além de 22 kg a menos na balança. “Para mim é um esporte normal, da mesma maneira como qualquer pessoa faria numa academia, porém com um pouco mais de técnica, já que somos atletas e saímos por muitos lugares do mundo em busca de resultados em competições”, afirmou.

Uma das mais jovens entre as 11 mulheres da equipe, Maria Rita Martins, de 18 anos, deixou a natação, há um ano e meio, porque encontrou nos pesos aquilo que procurava no esporte. “Pelo tempo que tenho no halterofilismo, estou descobrindo as coisas aos poucos. O que posso dizer é que existem muitos mitos em relação às mulheres em esportes considerados pesados, mas que não passa disso. Por sermos mulheres, inclusive, temos um poder maior de concentração, o que no halterofilismo é essencial”, disse Maria Rita, que compete na categoria até 79kg e foi medalha de prata na última edição do Parapan-Americanos, no mês de março, em São Paulo. 

Segundo o técnico da equipe de halterofilismo da CDDU/Futel, Weverton dos Santos, o que deve ser observado em relação ao porte físico das atletas de halterofilismo é categoria em que se enquadra.  “Ainda tem este mito de que as mulheres ficarão gigantes e muito masculinizadas, mas não tem nada a ver, pois cada pessoa tem a sua categoria por peso corporal. É claro que se pegar uma atleta na categoria acima de 86kg, por exemplo, você vai encontrar atletas com até 120 kg, mas  vai encontrar mulheres muito leves também”, afirmou.

 

Time Feminino CDDU/Futel

Lara Ferreira – até 41kg

Camila Pilares – até 53kg

Audeliana Nhemmes - até 73kg

Amanda Aparecida – até 73kg

Elizete Araújo – até 79kg

Maria Rita – até 79kg

Fernanda Teixeira – até 67kg

Ana Carolina – até 79kg

Carolina Fernandes – até 73kg

Edilândia Araújo – até 86kg

Ana Pandouf – até 73kg


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