10/06/2017 às 05h59min - Atualizada em 10/06/2017 às 05h59min

Karine Telles apresenta 'Canção Amiga'

A cantora uberlandense traz para o Municipal seu mais novo projeto que conta com um convidado especial

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
Fábio Leite, Karine Telles e Victor Mendes ensaiaram durante esta semana em Uberlândia / Foto: Divulgação

 

A uberlandense Karine Telles saiu do seu berço, mas não abandona suas origens. A cantora, que trocou Uberlândia por São Paulo em outubro de 2009, sempre retorna ao lar, para seus familiares, seus amigos e principalmente os seus palcos. Hoje ela se apresenta ao lado de Victor Mendes e do pianista, arquiteto e compositor Fábio Leite no show “Canção Amiga”, no Teatro Municipal.

A parceria entre Karine e Victor, violeiro e violinista, começou em São Paulo, onde foram apresentados por um amigo em comum, o poeta e letrista Paulo Nunes. Eles também se encontravam frequentemente no sarau do Instituto Cultural na capital paulista. A afinidade musical falou alto e juntos montaram o “Canção Amiga”. “O título do show é o nome de um poema de Carlos Drumond de Andrade musicado por Milton Nascimento, e no repertório tem as influências minhas e do Victor que passam pelo samba, música latino-americana, jazz e música caipira”, conta Karine, em entrevista na tarde de ontem ao jornal Diário do Comércio.

Na voz firme e afinada da uberlandenses ganharão novos contornos músicas do próprio Milton, Chico Buarque, Heitor Villa-Lobos, Milton Nascimento e de compositores locais como Carlin de Almeida e do pianista Fábio Leite, que acompanha o duo no show desta noite. A apresentação, segundo a artista, está sendo preparada com todo cuidado e carinho. “Quando Fábio esteve em São Paulo, nos encontramos na casa do Paulo Nunes e surgiu a ideia de trazermos esse show para Uberlândia. Ele topou na hora. No repertório tem quatro canções dele que admiro muito”, disse Karine.

São Paulo tem lá seus atrativos, mas Karine faz questão de dar continuidade aos projetos em Uberlândia. “Não consigo ficar mais de dois meses sem vir aqui”, revela.

 

ARTE NA INFÂNCIA

Karine Telles teve seu primeiro trabalho como cantora no coral de uma igreja católica. Cursou conservatório, aprendeu a tocar violão, e até gravar o primeiro CD foi um longo caminho. Mas o início real dessa relação com a música veio ainda mais cedo, dentro de casa.

A cantora recorda que a mãe cantava o dia todo, não importava o que estava fazendo. “Ela cantava enquanto costurava, enquanto cozinhava, era o dia inteiro assim. Meu pai também tocava violão e isso foi virando parte da minha rotina”, conta Karine.

Para ela, o contato das crianças com a música ou qualquer outro tipo de arte deve ser incentivada pelos pais. “A criança é muito receptiva e tem facilidade para aprender. Essas referências que ela tem ganham força com o tempo e ela acumula uma bagagem cultural que vai acompanhá-la pelo resto da vida”, diz Karine.

No caso dela, as cantorias da mãe permanecem vivas na memória e agora é a mãe quem mais deve ou vir a filha cantando por todos os cantos da casa.


 


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