08/06/2017 às 05h43min - Atualizada em 08/06/2017 às 05h43min

Banda Uganga tem documentário exibido em BH

'Manifesto Cerrado' será exibido em mostra paralela a festival Monsters of Metal

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
Integrantes da banda mineira de metal Uganga: Manu Joker, Christian, Murcego, Ras, Marco Paulo e Thiago Soraggi / Foto: Eddie Shumway/Divulgação

 

A banda mineira Uganga, um dos expoentes do metal no Triângulo Mineiro, lança hoje o documentário "Manifesto Cerrado", que será exibido na mostra "Metal em Minas", no Museu da Imagem e do Som (MIS), de Belo Horizonte, às 19h30, dentro da programação do festival Monsters of Metal. O filme marca os 20 anos do grupo.

Com integrantes que residem atualmente em Uberlândia e Araguari, o Uganga é formado por Manu Joker (voz), Christian, Murcego e Thiago Soraggi (guitarras), Ras (baixo) e Marco Paulo (bateria). O documentário vai integrar o primeiro DVD do Uganga, que terá ainda um show gravado na estação Stevenson (construída em 1927 às margens da rodovia que liga Uberlândia e Araguari) com a presença de familiares e amigos da banda. Em formação circular, nessa noite o grupo executou uma das mais emblemáticas, introspectivas e expressivas performances de sua carreira. O show já está disponível na íntegra no YouTube.

Financiado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC) de Araguari, o filme também será disponibilizado online para ampliar e democratizar o acesso a partir do dia 12 deste mês. Em julho o DVD sai em formato físico pelo selo Sapólio Rádio, de Uberaba.

O vocalista Manu Joker está na capital mineira, onde participará de um bate-papo após a exibição do documentário, que tem direção de Eddie Shumway. para ele, nessas mais de duas décadas de estrada, o Uganga passou por muita coisa. "Passamos grande parte de nossas vidas tocando no Uganga. Apesar do documentário tratar de toda nossa trajetória, ele foca mais no período entre a pré-produção do álbum 'Opressor', por volta de 2012, até hoje. E com certeza considero esse período o mais importante desde que formei a banda em 1993", disse.

Para o baterista Marco Paulo, irmão de Manu, o documentário ficou do jeito que eles queriam. "Está bem dinâmico, mostra bem a realidade da banda. Confesso que até me emocionei em algumas horas. Toco no Uganga desde 2002, são 15 anos. Querendo ou não é um casamento, e olhar pra trás e ver tudo que foi feito até agora, e tudo que conquistamos, é bem foda", disse.

 

O FESTIVAL

Monsters of Metal destaca bandas fundamentais da cena mineira

O lançamento do documentário do Uganga é uma das atrações do festival Monsters of Metal, que acontece no sábado, no Stonehenge Rock Bar, em Belo Horizonte, e conta com as bandas Sagrado Inferno, Witchhammer, Sexthrash, Sepulchral Voice, Holocausto e kamikaze.

A Witchhammer, com 30 anos de estrada, está relançando o disco "The first and the last", de 1988. Segundo o baixista e vocalista Casito Luz, eles levarão para o palco do Monsters of Metal vários clássicos da carreira, como "Mirror, my mirror", "Dartherium", "Who is fat?" e "Terrorist prize" num show marcado pela energia e descontração, marcas da banda.

Para ele esta primeira edição do Monsters of Metal é apenas uma semente. "Esperamos contar com uma série de festivais, anuais, que sempre tragam a tona o mix de debates, documentários, filmes, exposições e música, claro'", explica.

Como um dos curadores da Mostra, e produtor do evento Casito vê como pressupostos indissociáveis nesta iniciativa, o entendimento da música de qualquer localidade como influenciadora das personalidades, das pessoas e suas ações, e do entrelaçamento delas com tudo ao seu redor. E a expectativa é boa. "Os ingressos antecipados estão com ótimas vendas, a mobilização na internet e dos amigos e parceiros é intensa e sincera. Tudo está nos trilhos e nos surpreendemos a cada dia com a resposta do público", disse.

A Witchhammer completou três décadas de carreira e tocou pela primeira vez em Uberlândia só no ano passado, no Festival Timbre. "Agora que descobrimos a estrada para o Triângulo, voltaremos sempre. Foi um excelente festival. Tocarmos com o Uganga e foi incrível! As pessoas foram super receptivas e curtiram o som. Estamos produzindo um documentário, 'Witchhammer - somos feitos de pessoas', com lançamento para o fim do ano e uma nova turnê e esperamos voltar na cidade", conta o baixista.


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