06/06/2017 às 05h08min - Atualizada em 06/06/2017 às 05h08min

Vera Loca celebra 15 anos com novo disco

Banda gaúcha lança "A certeza de como valeu navegar nesse mar" e fala das perspectivas daqui pra frente

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA

A banda Vera Loca, de Porto Alegre, espera marcar mais presença em Minas Gerais na nova turnê / Foto: Fabian Gloeden/Divulgação

 

Chegar aos 15 anos de banda não é uma tarefa fácil. Chegar aos 15 anos de banda com a sensação de estar fazendo o que se gosta, e principalmente, o que se quer, é mais difícil ainda. E a Vera Loca, de Porto Alegre (RS) conseguiu os dois e essas quase duas décadas marcam um novo começo para o grupo, que concedeu recentemente uma entrevista ao jornal Diário do Comércio sobre o álbum que marca essa data. No DNA do trabalho, boas letras, um toque folk rock e o compromisso com a boa música.

"A certeza de como valeu navegar nesse mar" (Radar Records, R$ 19,90) é o sétimo disco da banda - que tem quatro CDs de estúdio e dois ao vivo - e traz 13 canções. Em "Amanhã pode ser bem melhor" eles contam com a participação de um amigo e outro grande músico gaúcho, Humberto Gessinger. Sobre os 15 anos de estrada, o tecladista Diego Dias diz que não desistir da música tem a ver com dois fatores. "Primeiro porque acreditamos muito no que a gente faz e recebemos sinais de que o que a gente vem fazendo tem relevância pra quem nos acompanha. Segundo que somos músicos por profissão. É isso que a gente faz pra viver. Nossos outros trabalhos são sempre ligados à música", explica.

O vocalista Fabrício Beck completa. "Nunca desistimos, pois amamos o que fazemos, e mais do que isso, acreditamos muito na nossa música. , em 15 anos, muita coisa aconteceu, tivemos altos e baixos, mas jamais perdemos o foco", revela.

Em tempos em que a canção em si tem perdido muito espaço nas rádios, cada vez mais é menos letra, mais batidas repetitivas e menos conteúdo, quando se vai na contramão de tudo isso tem uma compensação. "Costumamos dizer que a Vera Loca sempre fez exatamente o que quis. Nunca teve influência externa na forma como a gente fez nossas canções e isso acaba trazendo uma fidelidade de quem consegue enxergar isso. Sobre o trabalho novo a resposta está sendo ótima. Muitos elogios, principalmente, as letras das músicas", disse Dias.

Beck afirma que os elogios às canções e à sonoridade do disco são muitos mas sabe que é impossível agradar a todos. "Temos a consciência, que quando estamos na chuva, vamos nos molhar, e recebemos os elogios e as críticas da mesma forma… no momento, tem vindo mais elogios. Ainda bem!", brinca o vocalista.

Além de Dias e Beck a Vera Loca traz na formação Hernán González na guitarra, Mumu no baixo e Luigi Vieira na bateria.

 

O SUL E A ESTRADA

Internet facilita difusão da música mas turnês não seguem no mesmo ritmo

A estrada faz parte do amadurecimento de uma banda. Pelo que a Vera Loca já rodou por ai, pode falar um pouco sobre uma questão sempre comentada por músicos de diferentes lugares, de que bandas autorais têm uma realidade melhor no Sul do país. "Na verdade não sei se é melhor pra música autoral. Acredito que por termos um estado muito grande o interior do Rio Grande do Sul tem muitas casas de shows e também feiras de negócios que acabam fomentando esse mercado da música", diz o tecladista Diego Dias.

"De fato, o interior do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná consome muita música, e o mercado é grande. Percebemos isso no interior de São Paulo também, porém em outros estados, ainda não tenho uma opinião formada, pois, embora saiba de relatos de outros artistas, são regiões que a Vera Loca tem que desbravar bem mais, aí sim teremos essa noção", diz o vocalista Fabrício Beck.

E por falar em desbravar, num país grande como o Brasil, a geografia complica um pouco as viagens por aumentar muito os custos das turnês. "Essa realidade atrapalha um pouco as bandas do Sul. Mas já foi mais complicado. Hoje a internet acabou rompendo essa barreira e nos dando a possibilidade de conseguir fazer a nossa música chegar em todos os cantos do país. E também está mais acessível as viagens", afirma Dias.

Beck comenta que a web permite que a música chegue em qualquer lugar do planeta em um "enter", mas para banda ir atrás, a velocidade é bem outra. "Isso causa um pouco de frustração, mas sabemos que é a realidade… Na Vera Loca tudo foi na base do 'devagar e sempre', logo, costumo dizer: 'estamos Chegando'”, explica.

 

MINAS GERAIS

Recentemente a Vera Loca passou por São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba e a perspectiva é de um retorno a Minas Gerais para mais shows não só na capital como também no interior do estado. "Minas é um estado que sentimos muito em não estar sempre aí, pois recebemos ao longo destes 15 anos, centenas de mensagens de gente que acompanha a banda, e ainda não assistiu a nenhum show ao vivo. Acredito que neste ano ainda, possa pintar algo por aí. Assim esperamos!", finaliza o vocalista Fabrício Beck.

Para acompanhar mais novidades da banda acesse o site da banda.

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