14/12/2016 às 08h26min - Atualizada em 14/12/2016 às 08h26min

Médicos preveem breve permanência de Henzel e Ruschel em hospital

Responsáveis por tratamento de dois sobreviventes de desastre aéreo na Colômbia avaliam como boas as chances de rápida recuperação

Globo Esporte

Poucos minutos depois da chegada de Alan Ruschel e Rafael Henzel a Chapecó, ainda na noite desta terça-feira, o corpo médico responsável pela sequência do tratamento mostrou otimismo quanto à recuperação do lateral-esquerdo e do jornalista no hospital.

- O Rafael tem um traumatismo de tórax, está em tratamento de pneumonia, em isolamento devido à bactéria hospitalar, mas está bem, conversando. Tem fraturas no pé e no punho, serão reavaliadas. São necessidades pequenas. Alan Ruschel sofreu luxação na coluna torácica, foi muito bem operado na Colômbia, está estável, desenvolveu infecção urinária e o tratamento será continuado em Chapecó. Aparentemente mais nada. Vai depender da resposta clínica, acredito que a presença dos pacientes aqui vai no hospital vai ser curta - avaliou o médico da Chapecoense Carlos Mendonça.

Por volta das 11h da manhã desta quarta-feira, o primeiro boletim médico do hospital em Chapecó será divulgado. Mendonça relatou que voar novamente, dessa vez de volta para casa, não foi um trauma para Henzel, que esteve falante no avião, nem Ruschel, que oscilou entre ficar deitado e sentado por conta dos problemas na coluna. 

Agora, há apenas um sobrevivente brasileiro em Medellín, o zagueiro Neto. O médico da Chapecoense prevê sua chegada a Chapecó para quinta-feira, e explicou seu quadro.

– Ele tem sete fraturas de costela, um trauma torácico e teve pneumonia. A condição clínica dele não é favorável a uma cirurgia imediata porque ela sangra. A prioridade foi tratar o foco infeccioso. A fratura de costela vai se consolidar com o tempo, e ele provavelmente será submetido a um tratamento cirúrgico no tórax.

Carlos Mendonça agradeceu ainda à reação do povo colombiano, desde os taxistas, que buzinavam e batiam no peito durante o período de recuperação dos sobreviventes, até os médicos, que permitiram a interferência dos colegas brasileiros nos procedimentos.

– Não sei se nós faríamos a mesma coisa por eles. Tenho dúvidas, digo em relação ao povo. Foi muito fora da média. Agradeço ao povo colombiano pelo que eles fizeram, não só por nós, mas por um povo. Foi o maior legado disso tudo.

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