Ser uma pessoa singular, fora do padrão, me fez enxergar um mundo diferente, muito mais limitado do que os meus movimentos. É estranho o quanto temos medo do que não concordamos socialmente, o que é comum é tão cômodo que somos incapazes de olhar o que é diferente de nós com beleza.
Contudo, buscamos a inclusão para enxergar esse mesmo mundo limitante que aprende a conviver com a diversidade. Adaptando-me às convenções sociais e compreendendo que as mudanças são lentas,visto que a ignorância e o ego que temos não nos fará pessoas melhores, tampouco, teremos uma sociedade mais saudável.
Com o passado sendo colocado à prova e muitas mentiras sendo desvendadas, o nosso presente é repleto de marcas e sentimentos que passamos a alimentar sem sentido. Quando falamos de diversidade e inclusão, eles criam regras, falam sobre comportamento, impõe teorias baseadas em uma realidade e um contexto específico e tentam enquadrar a dor de ser excluído tudo no mesmo molde.
Eu não gostava de algumas brincadeiras, meus pais não sabiam lidar com uma criança como eu, eu queria ser igual a todo mundo, nessa lógica pergunto: como querem fazer a inclusão sem saber como o indivíduo, a família e o ambiente lidam com a situação?
Eu já escutei tanta coisa, pra mim absurda, que chego a esse desabafo, não há uma fórmula, não há padrão, há diferenças e tudo bem. Eu brinco e deixo brincar comigo, se a psicologia de alguém julgar errado, tudo bem.
O mundo não é pra mim como é pra você, a única coisa que todos querem é ser acolhido e evoluir dentro da realidade que o compete.
Se Manca! Não vamos evoluir apontando dedos e nos apoiando em quem aceita a nossa dor, vamos acolher e aprender com quem nos ensinou a nos ver com inferioridade e preconceito? Isso não é papo de coaching, é papo de quem enxerga o passado mais vivo no futuro do que o presente que fingimos querer para enaltecer nossa força e nosso ego.
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