
O jornalista Igor Castanheira traz seu olhar sobre temas relacionados a inclusão e acessibilidade.
Com medo do tempo e me apegando no presente, as minhas incertezas voltam. Adaptar-me ao mundo que até tenta me acolher, ao mesmo tempo em que busco me manter sozinho nesta selva de pedra e agora também em uma nuvem invisível e carregada, me faz ficar exausto
Com tantas direções a seguir, qual é a certa? Qual me faz feliz? Qual me mantém sóbrio? Qual a melhor para sobreviver? Qual me fará independente? Parece-me que ser feliz não me mantém. Contentar-me com o que o mundo me oferece, tampouco me garante a sobrevivência.
Então, para que me manter sóbrio? Essas dúvidas, até certo ponto, são egoístas, visto que a violência impera e, assim, o futuro, talvez nem chegará! Esquecendo-me das guerras e dos egos de pessoas que nem sabem da minha existência, concentro-me na minha insignificância e no meu mísero medo do amanhã
Se sou incapaz de seguir um só caminho, fica difícil de me adaptar, na encruzilhada, todos os horizontes parecem claros e bonitos, mas em um mundo de imagens, confesso que não confio em nenhum.
Entre o que eu acredito e o que eu aprendi, há tantas lacunas e ignorância que às vezes acho que o pouco que sei me leva sempre ao meu porto seguro.
De tantas histórias que compartilho, a minha torna-se uma repetição. Somente os anos passam, mas os medos persistem, será que me falta coragem pra mudar? Ou será que sou um teimoso sonhador que ainda não encontrou o seu lugar no mundo?
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