
O jornalista Igor Castanheira traz seu olhar sobre temas relacionados a inclusão e acessibilidade.
Quem tem equilíbrio emocional? Haja terapia para nos fazer suportar essa loucura. Entre amores perdidos e tantos platônicos, entre o sucesso e a expectativa, entre o outro e nós existe um.
Sendo um e podendo ser vários, o peso das nossas versões não deixa a gente se encontrar. Queremos definir metas, ter objetivos, realizar sonhos e ser aplaudido, assim nossa imagem poderá ser um reflexo do que os padrões exigem e a nossa consciência, assim, fica tranquila.
Afinal, a realização aos olhos alheios tem maior peso e mais importância para nós, pois a nossa imagem e ego inflam e a nossa necessidade de nos sentirmos superiores se supri. Mas quanto tempo essa artificialidade dura?
Vivemos em um grande looping de sobe e desce, de fracasso e êxitos. Não querem e não podemos manter a nossa satisfação, estamos sempre atrás de algo novo e moderno e que se conecte com o nosso momento, cada vez menos relevante e mais descartável.
O tempo que valorizamos é irreal, a queda que temos ganha mais adeptos e mais dedos a cada dia e a nossa felicidade medida pela imagem de telas que nos consome o tempo que nunca teremos de volta, nos deixa em uma realidade paralela.
Em mundos distintos ser um só é sinal de vulnerabilidade e ser vários nos da impressão de força, contudo essa força tem validade e é ilusória até o próximo novo hype e a próxima trend. Ser conectado não nos faz feliz, ser analógico nos dá a sensação de perda e a imagem do espelho ou da câmara se encontram
Afinal, ser quem se é, sempre nos deixa vulnerável a quem o ego cria e a nossa imagem real ou virtual sempre é incompleta.
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