05/08/2025 às 08h00min - Atualizada em 05/08/2025 às 08h00min

A Secretaria de Ação Social

ANTÔNIO PEREIRA

Em sua primeira gestão (1967/1970), o prefeito Renato de Freitas criou um novo sistema administrativo com Secretarias específicas. Eram cinco: Ação Social, Administração, Fazenda, Patrimônio e Obras. Foi a Lei n. 1.473, de 9 de março de 1.967.

A de Ação Social acumulava atividades que hoje estão distribuídas por outras Secretarias: Educação, Saúde e Cultura. O município tinha em torno de 100.000 habitantes, o que justificava a aglutinação. O censo de 1.960 registrava 87.676 habitantes no município.

Tive a honra de ser o primeiro Secretário Municipal de Ação Social, que acumulei com a de Administração.

Em 1.968, preparei um panorama desse período de gestão que foi apresentado na TV-Triângulo. Recolhi desse trabalho os fatos principais ocorridos na Secretaria de Ação Social. O município manteve o Colégio Comercial Professor José Ignácio Teixeira de Souza; criou a Fundação Uberlandense de Ensino Médio (FUEM), de que fui Presidente, para a distribuição de bolsas a alunos pobres junto aos vários colégios da cidade; foram criados seis anexos ao Colégio Estadual, nos bairros mais pobres; havia 41 escolas na zona rural e 8 na cidade; das 118 professoras, apenas uma era normalista; a prefeitura construiu prédios apropriados (não havia) na zona rural e passou a administração das escolas urbanas, primárias, para o Estado; foram feitos concursos para nomeações das professoras rurais; mensalmente essas professoras recebiam instruções e análise dos currículos por técnicos pedagogos; nos fins de ano, participavam de cursos atualizadores de suas atividades e orientações sobre particularidades e interesses rurais; foram criadas frotas para transporta-las podendo viver com suas famílias na cidade, antes, residiam nas escolas; foram construídas escolas na cidade com a participação de pessoas abastadas, os grupos escolares Joana Rosa Naves, Messias Pedreiro, Tita, Lions I e II e Rotary II; foram renovados todos os quadros negros da zona rural e colocados filtros (não havia em nenhuma); foram reformadas e reconstruídas várias escolas rurais; a Biblioteca Pública foi reorganizada, foram recuperados livros emprestados há até seis anos, sem devolução; o acervo, no primeiro ano, foi aumentado em 10%; foram adquiridos os primeiros livros em brayle; abriu-se uma sessão de recuperação; foi feita campanha de vacinação na zona rural vacinando quase 2.000 crianças com antivariólica, BCG e tríplice; foi feito o cadastramento toráxico de todos os alunos da zona urbana (nenhum doente); foi feito um levantamento da mortalidade infantil; foram criados ambulatórios em seis bairros, com atendimentos médicos, vacinação e doação de medicamentos, autênticos precursores das UAIs; o custo máximo da consulta era 50 centavos – para quem podia pagar; foram doadas mais de 5 mil carteiras para as escolas municipais e estaduais; foram doados mil uniformes; foram concluídas 300 casas no núcleo habitacional da Cidade Industrial.

E mais algumas coisas.

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