25/05/2022 às 08h00min - Atualizada em 25/05/2022 às 08h00min

Afinal, metaverso veio para ficar?

ANTÔNIO CARLOS DE OLIVEIRA
Afinal, o que é o metaverso?

O conceito de metaverso é definido por um espaço virtual 3D online que conecta usuários em todas as características de suas vidas. A ideia central do metaverso é a de conectar várias plataformas, assim como ocorre com a Internet, onde diferentes sites acessíveis por meio de um único navegador conversam entre si. 

O metaverso é um mundo digital imersivo criado pela combinação de realidade virtual, realidade aumentada e internet.

Embora a ideia de um metaverso já tenha sido ficção no romance de ficção científica Snow Crash, de Neal Stephenson, no momento já é uma realidade para muitas pessoas. 

O metaverso que muitos futuristas vislumbram é similar aos retratados em histórias de ficção científica. Enquanto não temos certeza como o metaverso irá se parecer, suas características básicas estão estabelecidas – abrange o mundo real e o virtual, é centrado em uma economia em pleno funcionamento, e permite que os usuários viagem por seus diversos ambientes com facilidade, mantendo os avatares e mercadorias que compraram.


O metaverso será conduzido por realidade aumentada onde cada usuário controlará um personagem ou avatar. Neste caso, será possível fazer uma reunião de realidade mista com um Oculus VR em um escritório virtual, simultaneamente terminar as tarefas do dia e relaxar em um jogo de blockchain.


O termo Blockchain surgiu através do encontro entre o universo tecnológico e as finanças e ganhou a atenção do mundo recentemente. E, justamente por ser um assunto novo, um pouco complexo e que envolve dinheiro, ele acaba gerando muitas dúvidas. 

Resumidamente, blockchain é um sistema que permite rastrear o envio e recebimento de alguns tipos de informações pela internet. São pedaços de código gerados online que carregam informações conectadas – como blocos de dados que formam uma corrente.  É esse sistema que permite o funcionamento e transação das chamadas criptomoedas, ou moedas digitais.

O banco Goldman Sachs vê o blockchain como uma das tendências de tecnologia mais disruptivas que surgiram desde o TCP/IP, e quando o HML “inaugurou a internet na década de 1990”.

"As implicações de investimento são difíceis de prever neste momento, mas as empresas que dependem do controle centralizado da identidade do usuário provavelmente terão seus modelos de negócios desafiados pela adoção do blockchain", acrescentou o relatório.

O relatório do Goldman Sachs diz ainda que a tecnologia blockchain é fundamental para o desenvolvimento do metaverso e da Web 3.0. O banco considera uma das tecnologias mais disruptivas desde o surgimento da internet.  

Segundo o banco, é a única tecnologia que pode "identificar com exclusividade qualquer objeto virtual independente de uma autoridade central", e essa capacidade de identificar e identificar propriedade será crucial para o funcionamento do metaverso, escreveram analistas liderados por Rod Hall em uma nota publicada em 14 de dezembro de 2021.

Por outro lado, antes limitado aos filmes de ficção científica, o metaverso tem as criptomoedas e grandes empresas de tecnologia como aliados.
Quando a tecnologia muda nossas vidas, geralmente não é de um dia para o outro. A internet, os smartphones e a nuvem, por exemplo, vieram ao mundo precedidas por suas versões em filmes de ficção. E é muito provável que novas tecnologias tenham esse potencial de modificar o cenário da vida cotidiana. Isso é o “metaverso”.

Reflitam comigo:  O mundo virtual do metaverso poderia se tornar sua própria indústria de trilhões de dólares. A primeira opção para entretenimento, comércio e para alguns, até mesmo um local de trabalho. O metaverso não é descrito como uma extensão da internet, mas sim um sucessor, e está sendo construído a partir de blockchains e aplicativos descentralizados.

Se, no futuro, trabalharmos, socializarmos e até mesmo comprarmos itens virtuais no metaverso, precisaremos de uma maneira segura para comprovação de propriedade. Também precisamos nos sentir seguros ao transferir itens, bens e dinheiro pelo metaverso. Por fim, também queremos desempenhar um papel nas tomadas de decisões que ocorrem no metaverso, já que este será supostamente uma parte tão relevante de nossas vidas.

O metaverso precisará de uma maneira de transferir valores com segurança, na qual os usuários confiem. Moedas usadas em jogos multiplayer (multijogador) são menos seguras do que criptomoedas em uma blockchain. Usuários que investirem muito tempo e até mesmo ganharem dinheiro no metaverso, precisarão de uma moeda confiável.

O investidor de risco e ensaísta Matthew Ball escreve que o metaverso irá se tornar “a porta de entrada para a maior parte das experiências digitais, a chave para todas as (experiências) físicas, e a próxima grande plataforma de trabalho”. Ele acredita que o metaverso será a força propulsora que irá criar uma geração de companhias, de forma similar com o que aconteceu a partir da popularização da internet. Talvez de forma mais interessante, isso poderia levar à queda dos líderes atuais da indústria, assim como vimos na ascensão das plataformas digitais.

É preciso pensar estrategicamente: Embora ainda não tenhamos um único metaverso totalmente conectado, temos muitas plataformas e projetos com conceitos semelhantes ao de um metaverso. Normalmente, eles também incorporam NFTs e outros elementos de blockchain.

Afinal, Metaverso veio para ficar?  Apesar de estar em evidência, o conceito ainda precisa de tempo para ganhar espaço entre pessoas e empresas, afirmam especialistas. Contudo, pouco se fala sobre o que é efetivamente e quais suas implicações práticas em nossas vidas.

Dito isso, o termo não se refere a uma única tecnologia ou uma única empresa, e sim a ambientes virtuais que dispõem de um grau de imersão tão alto que conseguem replicar em parte, ou em sua totalidade, as interações possíveis no mundo real.


*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
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