14/06/2017 às 05h43min - Atualizada em 14/06/2017 às 05h43min

Ecologia humana

Quando vamos entender de fato o que é isso?

ANTÔNIO CARLOS DE OLIVEIRA* | COLUNISTA

Parece assunto de escola, como voltar no tempo lá para o ensino infantil e fundamental, quando tudo era lindo e teórico, quando ecologia era assistir a filmes que nos mostrava o lado verde do mundo.

Quando crianças ainda, era superficial e vazio nosso contato com o termo ecologia humana, que nada mais é do que a ciência que estuda e tem como objeto a relação do ser humano com o seu ambiente natural.

Pensando estrategicamente, de constituição física bastante desvantajosa, nós seres humanos (Homo sapiens), por meio de nossa cultura de sobrevivência, usamos de estratégias para adaptar o meio ambiente ao nosso corpo, e essas escolhas e medidas acabaram nos levando às últimas consequências.

Logo, sobreviver, até agora e em todos os ambientes do nosso planeta, está custando caro não só para nossa espécie, mas também para toda essa colônia que divide parede conosco.

O aquecimento da nossa terra acontece desde sempre, mas, só nos últimos 200 anos enxergamos melhor essas mudanças climáticas. Uma coisa é a produção de gases há alguns milhares de anos, onde indústrias, carros, desmatamento entre outras coisas estavam bem longe do nosso imaginário. Te convido agora para a reflexão: no mundo de hoje, qual planeta você quer perpetuar?

No começo de tudo, o que fazíamos para viver tinha como base energias renováveis: força muscular, energia solar, ventos, cursos d’água, lenha e carvão vegetal. Com o crescimento econômico e populacional, e o advento da Revolução Industrial, houve grandes desmatamentos nos países do Hemisfério Norte, na Ásia e na África, conjugados a um uso intensivo e crescente de energias não renováveis, como o carvão mineral e o petróleo. E é bem aí que tudo se complicou.

Somos acumuladores, sim, todos nós. Acumulamos lixo, tranqueiras, coisas desnecessárias que contribuem para que tudo fique mais confuso. Mas é fato que as escolhas e caminhos que países desenvolvidos seguem, determinam quantos bilhões de toneladas de gases ligados ao carbono (sobretudo dióxido de carbono e metano, além de óxidos de nitrogênio e por aí vai) vão se acumulando, acumulando, e afinal, para onde vai isso tudo?

No movimento de tentar concertar as coisas, organizações são criadas para unir líderes e seus países em um objetivo global de diminuir os impactos ambientais e de efetivamente perpetuar nossa espécie por muitos e muitos anos. Num cenário ideal, temos todos envolvidos, engajados, dispostos e comprometidos. ​

O acordo da moda agora, foi aprovado em 12 de dezembro de 2015 e negociado durante a COP-21, em Paris. O Acordo de Paris é um tratado das Nações Unidas, que diz respeito a mudança climática, suas causas e consequências. O líder da conferência e ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, acredita que o tratado de Paris é "ambicioso e equilibrado" e foi um "ponto de virada histórica" na meta de reduzir o aquecimento global.

Na contramão dos esforços de Laurent, Trump fugiu para o outro lado e decidiu que o Estado Unido não integraria mais o Acordo de Paris, juntamente com Síria e Nicarágua. Uma escolha estratégica para ele e seu povo, e fatal para todo o resto do mundo.

Uma pressão ecológica para o tratado, e econômica para muita gente, já que agora a indústria automobilística alemã soltou uma fala preocupante: "O anúncio dos Estados Unidos torna inevitável que a Europa facilite um custo eficiente e economicamente acessível para manter a competitividade internacionalmente”. Estou buscando onde o propósito da ecologia humana está em tudo isso... E ainda não o encontrei.

(*) Analista de negócios – Professor universitário

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