07/12/2019 às 08h30min - Atualizada em 07/12/2019 às 08h30min

Bem-vindos à economia disruptiva

ANTONIO CARLOS
Existem incontáveis fatores que motivam as empresas à inovação: seja a melhoria da redução dos custos ou a garantia da sobrevivência no mercado. Os empreendedores estão sempre na caçada de novas vertentes para criar um mercado de produtos e serviços visionários. Para atender às demandas da sociedade moderna, a cultura disruptiva se espalha na velocidade da luz.

Todo negócio de sucesso tem a inovação e adaptabilidade como a força vital para se manter competitivo. Segundo estudiosos e líderes empresariais, a palavra “inovação” não tem definição única. Porém, qualquer serviço ou produto inovador deve contemplar três princípios: ser único no mercado, beneficiar o consumidor e gerar valor para todos os envolvidos no projeto (stakeholders).

O termo “disruptivo” está relacionado àquilo que provoca uma ruptura de padrões. No âmbito mercadológico, ele é designado para descrever os produtos e serviços de tecnologia inovadora, com potencial de interromper os modelos tradicionais. A expressão “disruptiva” se popularizou entre os jovens empreendedores do Vale do Silício e foi incorporada nas estratégias de marketing e publicidade.

Vários setores passam por um período de transição, em que precisam romper com antigos modelos para atender às demandas dos consumidores. Além dessa necessidade de reinvenção, o cenário atual exige que as empresas se adaptem rapidamente, incorporando às suas operações as tecnologias e os meios de comunicação utilizados pelo público.  O maior desafio é se antecipar às novas tendências.

Uma interrupção representa inovações que tornam os produtos e serviços mais acessíveis para um maior número de pessoas. Por isso, as inovações disruptivas se originam em novos mercados ou pontos de apoio com baixo custo.  Elas somente são possíveis, porque começam nesses tipos de mercados que as grandes organizações, reconhecidas e estabilizadas, negligenciam.

As empresas tradicionais tendem a oferecer produtos e serviços melhores – e, consequentemente, caros – aos seus clientes mais exigentes. Então, o público menos rigoroso e lucrativo é ignorado. Os disruptores simplificam o padrão de vendas e criam um mercado que não existia antes, transformando os indivíduos não-consumidores em consumidores.

O grande impacto causado por empresas como Uber, Aliexpress e Airbnb é a mudança do jeito de ver os negócios. Há pouco tempo, as companhias que desejavam atuar em quaisquer um desses segmentos precisariam, inicialmente, investir em veículos, estoques ou imóveis. Hoje, toda essa engenharia não é mais necessária – e nem obrigatória. O investimento principal é na criatividade.

A adoção de tecnologias permitiu que essas empresas potencializassem a eficiência de processos internos, melhorassem a qualidade dos serviços e facilitassem a criação de novos modelos de negócios. Contudo, não podemos dizer que a tecnologia em si é inovadora. A própria inovação e como a tecnologia é usada no contexto dos negócios que dirá se ela é disruptiva ou não.

Outro ponto é que as organizações usam a disruptividade como válvula de escape para momentos de crises. O ideal é tratar esses produtos e serviços inovadores enquanto soluções a longo prazo, pois a disrupção é um processo evolutivo. Às vezes, leva-se tempo até que ela dê resultados para as empresas. Além disso, algumas inovações podem não ser reconhecidas de imediato pelos clientes.

A companhia inovadora deve se voltar para os ganhos de toda a cadeia em que está inserida. Tal procura por vantagens é mais eficiente quando provém algum nível de relacionamento com startups, fornecedores ou clientes, que podem cooperar na busca de objetivos comuns. É por esse motivo que os líderes devem desenvolver estratégias claras, adequadas para o momento e os recursos disponíveis.

Pensando estrategicamente...  para liderar no mercado de inovação empresarial, é preciso encarar os desafios da perspectiva correta. A inovação disruptiva tem o potencial de servir como uma força significativamente positiva em todos os setores e áreas da sociedade. A tecnologia disruptiva pode ser uma facilitadora da inovação. No entanto, para ser bem-sucedida, ela deve ser incorporada em um modelo de negócios viável.

A sociedade de consumo evolui a todo instante e o surgimento de novas maneiras de movimentar a economia é natural e saudável. No livre comércio, os consumidores optam sempre pelo melhor custo-benefício. Cabe ao Estado, vigiar e garantir que a disputa comercial entre as empresas ocorra em cima de uma balança justa. E você, como lida com essas mudanças do mercado econômico?
 

*Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.




 
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