01/11/2019 às 08h09min - Atualizada em 01/11/2019 às 08h09min

Fora do eixo, mas no jogo

MARIANA SEGALA

O ecossistema de inovação de Uberlândia alcançou uma conquista importante nesta semana. Pela primeira vez, o Uberhub – como é carinhosamente apelidado – conseguiu se posicionar entre os semifinalistas do Startup Awards 2019, uma premiação organizada pela ABStartups, associação brasileira de startups. O ecossistema, como um todo, está presente em duas categorias: Comunidade do Ano e Comunidade Revelação. É interessante notar como a composição do grupo de semifinalistas se diversificou com o passar dos anos. Desta vez, assim como o Uberhub, há algumas comunidades “fora do eixo” entre as dez indicadas. Na categoria Comunidade do Ano, estão presentes o Costa Valley (do litoral de Santa Catarina) e o Rio Sul Valley (do sul fluminense), que também são ecossistemas localizados fora de capitais. As comunidades de São Paulo e Florianópolis, tradicionais celeiros de startups, estão no páreo, claro, mas também as de Salvador (All Saints Bay), de Cuiabá (Digoreste Startups) e da Paraíba (Parahyba Valley). O mesmo acontece na categoria Comunidade Revelação, onde entraram o Desbravalley (do oeste de Santa Catarina), o Jerimum Valley (do Rio Grande do Norte) e o Rapadura Valley (de Fortaleza).

Dentre os componentes do ecossistema, outra conquista muito relevante foi alcançada pelo Uberhub Code Club, programa de incentivo à formação de desenvolvedores de software realizado pelo Instituto UberHub Educação, em parceria com empresas, universidades e poder público. Tendo iniciado cerca de 2.000 adolescentes e jovens adultos nos temas das ciências da computação nos últimos dois anos, o Code Club está entre os semifinalistas da categoria Educação da premiação. Como fã declarada do projeto, o resultado me animou. Espero que o reconhecimento fortaleça ainda mais o programa, organizado por voluntários.

Os resultados finais do Startup Awards serão conhecidos no fim de novembro, durante o CASE, congresso realizado pela ABStartups em São Paulo. Nesta primeira fase da disputa, os semifinalistas foram escolhidos por voto popular – o que me faz refletir sobre o poder da colaboração. O Uberhub marcou presença em diversas categorias por obra de alguns dos seus mais abnegados membros, dispostos a dedicar tempo e esforço por uma causa que consideram relevante. Uberlândia tem um ecossistema numeroso – e mais que isso, engajado. Foi o próprio ecossistema, mobilizado, que se colocou nas posições que conquistou. Parabéns, Uberhub.
 
Agentes Locais de Inovação
Um total de 360 micro e pequenas empresas de Uberlândia terão uma imperdível oportunidade de acrescentar inovação à sua agenda de prioridades. Estão abertas, até dia 7 de novembro, as inscrições para que participem do programa ALI – Agente Local de Inovação, que oferecerá consultoria qualificada e gratuita para negócios que desejam inovar. O projeto é realizado pelo Sebrae, em parceria com a Prefeitura. Serão duas turmas de empresas, que passarão por oito meses de consultoria cada uma, conduzida por nove agentes – ou ALIs, como costumam ser chamados – selecionados pelo Sebrae e bancados pelo CNPq. Nesse período, cada empresa receberá duas visitas por mês, em que o planejamento das atividades será realizado e as ações, monitoradas. Informação importante: a seleção das empresas participantes se dará por ordem de inscrição. Assim, os primeiros inscritos – que apresentarem as condições mínimas exigidas, como nota acima de 2,5 em um questionário sobre o status da inovação na empresa – serão os selecionados. O custo total do programa ALI em Uberlândia é calculado em cerca de R$ 800 mil.
 
Universidades empreendedoras
A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) entraram no ranking de 2019 das universidades brasileiras consideradas mais empreendedoras, realizado pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores. Foram avaliadas 123 instituições de todos os estados, com a participação de mais de 15 mil estudantes. A UFTM ficou em 32º lugar e a UFU, em 53º, conforme relata o portal G1. Uma pena que tenham perdido posições. No levantamento de 2017, a UFTM havia conquistado a 16ª posição e a UFU, a 26ª.

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.







 

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