05/10/2016 às 16h05min - Atualizada em 05/10/2016 às 16h05min

Oradores - Reunião Ordinária de Plenário de 5/10/16

Críticas aos governos federal e estadual do PT marcam os discursos. Petistas defendem gestões de Dilma e Pimentel.

Saúde
Abordando a questão da saúde, o deputado Arlen Santiago (PTB) disse que, desde 2003, o Governo Federal deixou de repassar R$ 136 bilhões para a saúde. Para ele, a falta desses recursos está deixando os hospitais em Minas em situação caótica. "Os prefeitos estão tendo que cuidar da saúde sozinhos, por não receberem recursos federais", afirmou. Arlen também criticou o parcelamento dos salários dos servidores do Estado e o projeto, enviado à ALMG, que prevê o aumento da alíquota de impostos para vários segmentos, como camionetes cabine dupla além de etanol e gasolina. Sobre os investimentos na educação, ele afirmou que o governo não repassa há seis meses aos municípios os recursos para o transporte escolar rural. E alertou que a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Minas piorou nos últimos anos. Em aparte, Felipe Attiê (PTB) concordou com Arlen na crítica ao projeto de aumento de impostos.

Pimentel
O deputado Bonifácio Mourão (PSDB) criticou o governador por colocar a culpa da má gestão nos governos anteriores. Também declarou apoio ao colega João Leite (PSDB), que disputará a prefeitura da Capital no 2º turno das eleições. Mourão leu trechos da campanha publicitária do governo Temer, com o lema "Vamos tirar o Brasil do vermelho para voltar a crescer". O documento lista problemas da gestão anterior, como o atraso no pagamento de tarifas bancárias, a dívida do Ministério da Saúde e os altos custos com obras inacabadas, entre outros. E afirma que o governo está tomando medidas para reverter o quadro. Em aparte, Sargento Rodrigues (PDT) criticou o novo projeto de aumento do IPVA proposto em Minas, que estaria "presenteando o cidadão mineiro, com aumento das alíquotas do álcool e da gasolina". E acrescentou que Fernando Pimentel já está nacionalmente conhecido pelas acusações de corrupção. 

Segurança pública
Segundo o deputado Sargento Rodrigues (PDT), o governador Fernando Pimentel está considerando como causa da falta de recursos do Estado o aumento dado pelo governo passado aos servidores da segurança. Ele também denunciou que o Governo do Estado estaria tentando prejudicá-lo com mensagens apócrifas nas redes sociais criticando sua atuação. Relatou que foi procurado por um militar, que confessou ser o autor das mensagens e de ter sido desviado do policiamento para fazer os ataques na internet. Segundo Rodrigues, o comando da PM estaria acatando ordens de Pimentel para atacar seus adversários políticos. "É uma tentativa de desestabilizar uma liderança política de oposição a este desgoverno que está aí", disse ele, acrescentando que já apresentou a denúncia ao procurador geral de justiça. O parlamentar também condenou o parcelamento de salários dos servidores da segurança pública e de outros setores do serviço público.

Acusações
Cristiano Silveira (PT) rebateu as críticas feitas à gestão de Pimentel no Governo de Minas. Segundo Silveira, o governo assumiu o Estado com um deficit de R$ 8 bilhões herdados das gestões anteriores, com situação precária das escolas públicas e da frota da Polícia Militar. Também criticou outros parlamentares e a grande imprensa, que estariam ignorando as várias delações contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), só se importando com as investigações contra o PT. Segundo Silveira, nessas eleições, a maior vitória foi das abstenções de eleitores. Em aparte, Rogério Correia (PT) falou sobre uma pesquisa do Ibope que mostra que o índice de pessoas que consideram o governo Temer pior que o de Dilma subiu. O deputado criticou ainda a PEC 241, que pretende congelar por 20 anos os recursos para saúde, educação e segurança pública. Segundo ele, para os tucanos, que avalizam essas medidas, "não há espaço no orçamento para os pobres".



Fonte: AL MG
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