Em um mês de atuação, Operação Cerco Fechado registra mais de mil prisões em todo o estado
Balanço mostra que foram cumpridos 407 mandados de prisão e mais de 11 mil quilos de drogas apreendidos
A força-tarefa foi iniciada no dia 1° de junho, simultaneamente em seis Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) | Foto: PCMG/Divulgação
Em um mês de atuação, a Operação Cerco Fechado contabilizou 1.085 prisões em todo o estado de Minas Gerais, sendo uma média de 36 por dia. A força-tarefa foi iniciada no dia 1° de junho, simultaneamente em seis Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps), abrangendo os municípios de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia, Manhuaçu, Teófilo Otoni, Araguari e Montes Claros.
A operação conta com a participação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar, Sistema Socioeducativo e Receita Estadual. As ações são voltadas para áreas prioritárias em cada região, consideradas estratégicas em razão de suas dinâmicas criminais e da necessidade de atuação integrada e permanente do poder público.
O foco do trabalho inclui o cumprimento de mandados judiciais, captura de foragidos, combate ao tráfico de drogas e armas, fiscalização de rotas utilizadas por organizações criminosas e ocupações estratégicas em áreas com maior incidência de criminalidade.
Paralelamente, unidades prisionais dos municípios também passaram por revistas coordenadas realizadas pela Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG), reforçando o enfrentamento às estruturas criminosas dentro e fora do sistema prisional.
As ações também resultaram no cumprimento de 407 mandados de prisão, na condução de 1.307 pessoas às delegacias, na apreensão de 100 adolescentes, 11,8 mil quilos de drogas, 131 armas de fogo, 2.415 munições e 95 armas brancas e simulacros.
Entre os resultados de destaque estão as prisões de seis indivíduos ligados a organizações criminosas procurados por crimes como homicídio, tráfico de drogas, feminicídio, incêndio criminoso e crimes sexuais. O trabalho foi resultado da ação do Grupo Integrado de Capturas, formado por agentes da Sejusp-MG, da Polícia Federal (PF) e da PMMG. Além disso, em ação conjunta da PF e da PMMG, foi possível realizar a prisão, em Guarulhos (SP), de uma foragida condenada por financiar o tráfico internacional de drogas.
Além das ações de repressão, a Operação Cerco Fechado prevê uma etapa voltada à prevenção da criminalidade e ao fortalecimento da presença do Estado nas comunidades atendidas.
Após o período de atuação ostensiva, os territórios passam a receber programas da Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (Supec) e da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), vinculadas à Sejusp-MG, ampliando as ações sociais e preventivas.
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