Bombeiros de Minas integram força-tarefa em operação de busca e salvamento na Venezuela
Treze militares mineiros embarcaram para atuar em áreas atingidas por terremotos, com foco no resgate de vítimas, atendimento emergencial e apoio humanitário
Militares partiram para missão nesta sexta-feira (26) I Foto: Divulgação/CBMMG
Treze militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) integram a força-tarefa brasileira enviada à Venezuela para atuar em ações de busca, salvamento e apoio humanitário após os terremotos que atingiram o país nesta semana.
A equipe mineira embarcou nesta sexta-feira (26) e faz parte de uma operação coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Agência Brasileira de Cooperação, com apoio do Governo de Minas. Além dos bombeiros de Minas Gerais, a missão também conta com militares de São Paulo e do Paraná.
Os militares mineiros fazem parte do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad), unidade especializada em ocorrências de grande complexidade. A atuação será voltada principalmente para áreas com estruturas colapsadas, onde existe possibilidade de vítimas presas em escombros.
Durante a missão, os bombeiros poderão atuar em atividades como localização de vítimas, escoramento de estruturas, corte e rompimento de materiais, retirada de pessoas em áreas de risco, atendimento médico inicial e apoio na organização das operações.
A missão amplia o histórico de atuação internacional do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais em situações de desastre. A corporação já participou de operações humanitárias em países como Moçambique, Haiti e Turquia.
A equipe brasileira, chamada BRA-01, deverá atuar integrada às autoridades venezuelanas e aos organismos internacionais responsáveis pela coordenação da resposta ao desastre.
TRAGÉDIA NA VENEZUELA
Os terremotos que atingiram a Venezuela nesta semana já deixaram 589 mortos e mais de 2,9 mil feridos, segundo atualização divulgada nesta sexta-feira (26) pela presidente do país, Delcy Rodríguez.
O número de vítimas, porém, ainda deve aumentar, já que organizações civis que monitoram desaparecimentos apontam milhares de pessoas ainda sem localização após os abalos.
Os tremores, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, provocaram desabamentos de edifícios e afetaram principalmente o estado de La Guaira, que foi declarado como zona de desastre natural pelas autoridades venezuelanas.
Após os terremotos principais, a região também registrou mais de 200 tremores secundários, conhecidos como réplicas, mantendo o cenário de instabilidade e aumentando os desafios para as equipes de resgate.
*Com informações da Agência Brasil.
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